
30/06/2016 – Da Redação Crónicas
Tradução: Orlando Almeida
Em 09 de setembro sai em todo o mundo o livro do Papa Emérito. Uma autobiografia em forma de entrevista. Na Itália, será publicado pela Editora Garzanti e pelo jornal Corriere della Sera
Um Papa que faz um balanço do seu pontificado. Após a renúncia em 2013, Bento XVI quebra o silêncio e fala de si mesmo e do seu pontificado em um livro. É a primeira vez que acontece na história da Igreja. A saída, simultânea em todo o mundo, está prevista para 09 de setembro: na Itália a publicação do livro (Ultime conversazioni [Últimas Conversas], 240 páginas- 12,90 euros) será feita nas livrarias da Garzanti e no “Corriere della Sera” nas bancas de jornais.
Da infância ao Vaticano
A obra, um livro-entrevista escrito junto com Peter Seewald, jornalista alemão autor no passado de outras duas conversas com o papa emérito, é uma espécie de autobiografia refletida e diz respeito a todas as etapas mais importantes da vida de Joseph Ratzinger: a infância sob o regime nazista, a descoberta da vocação, os anos difíceis da guerra e depois a carreira no Vaticano, até à eleição para ocupar o trono papal, com a ansiedade dos primeiros dias como sucessor de Pedro e, no final, a decisão sofrida da demissão e a renúncia ao trono de Pedro.
“Nenhuma chantagem”
Joseph Ratzinger fala de si mesmo, da sua fé, das fraquezas, da vida privada, dos escândalos e dos nós do Papado, explicando o motivo da sua escolha – inicialmente comunicada apenas a algumas pessoas de confiança para evitar vazamentos de notícias – e afastando as dúvidas sobre supostas chantagens que o teriam levado a deixar o cargo.
No livro, Bento XVI também volta seu olhar para o seu sucessor, Francisco. Um nome inesperado para ele na véspera do conclave. Duas figuras diferentes, dois modos diferentes de entender o papado: o Papa emérito faz um esboço das diferenças e peculiaridades suas e de Bergoglio.