Homenagem a todas as mães.
13 de maio de 2012
Ela é a dona de tudo! Lá em casa, todos eram donos DELA…
Ela é a rainha do lar…
Em nosso lar ela era a mais humilde das escravas…
Ela vale mais, para mim, que o céu, que a terra que o mar…
Quantas vezes a deixei sozinha, para devanear olhando o céu, para brincar com a terra, ir ao mar e me banhar. Não a convidei para estes momentos; portanto Ela era sempre a última quando deveria ter sido a primeira.
Ela é a palavra mais linda, que um dia o poeta escreveu.
Ela é a palavra mais chamada, quando dela precisamos, dela sim, pois sempre está pronta a nos socorrer…
Ela é o tesouro que o pobre da mão do Senhor recebeu.
Ela é um trapo usado e surrado que cobre os filhotes do sol, do vento, da chuva, despedaçando-se no decorrer da vida, que torna o Tesouro em mísera imagem de mulher maltrapilha, mal tratada, nas portas de cadeias deste mundo. Assim sendo, ELA é a nata do lixo.
Mamãe! Mamãe! Mamãe!
És a razão dos meus dias…
Eu fui a razão do teu existir.
És cheia de amor e esperança.
Roubei-te a esperança e desdenhei do teu amor…
Ai! Mamãe! Mamãe!
Eu cresci??? Será???!!!
Outros caminhos segui, volto a ti, me sinto criança….
Verdade; segui caminhos vários mas te busquei quando a vida me maltratava, e te achava um porto seguro. Eu nesta época já te achava infantil e fora de moda…
Mamãe! Mamãe! Eu te vejo com chinelo nas mãos, o avental todo sujo de ovos; se eu pudesse viver, minha Mãe, começava tudo, tudo de novo…
Começaria, Mamãe, te tirando o avental, colocando o chinelo em teus pés, te levaria para brincar com o mar, banho de chuva contigo iria tomar, a noite de mãos dadas o céu iríamos contemplar e sonhar.
Pena, Mamãe, eu cresci, e não percebi que tu eras um empréstimo de Deus, que eu teria que devolver.
ELE te levou, e aqui deixou um(a) filho(a), que nada mais pode por ti fazer, pois Mãe tem vez que o tempo não nos dá tempo de ter tempo….
Para minha Mamãe em algum lugar da Terra ou do Céu.
Homenagem de Gilberto e de todos nós filhos(as).