
O novo bispo da cidade chilena de Osorno, Juan Barros, que assumiu no sábado, 21 de março, em meio a protestos e uma grande polêmica por um suposto acobertamento de abusos sexuais cometidos por outro padre, não participou, no domingo, da sua primeira missa dominical na Catedral São Mateus.
A reportagem é do sítio espanhol Religión Digital, 23-03-2015. A tradução é de André Langer.
De acordo com o portal SoyTemuco, cerca de 40 pessoas participaram neste domingo da eucaristia das 10h (horário local), missa que, ao final, foi presidida pelo Pe. Maurício Bello.
Barros suportou, no sábado, durante toda a acidentada eucaristia, os protestos de centenas de pessoas que tomaram conta do pátio da Catedral São Mateus de Osorno e de outros tantos que conseguiram entrar no templo onde lhe gritaram a todo momento “pedófilo” e “fora”.
Ao término da cerimônia, Barros teve que “fugir” por uma porta lateral da igreja, protegida por guardas privados e outros padres que o acompanharam durante a missa para evitar seus detratores que, do lado de fora, o aguardavam com centenas de balões e lenços pretos.

Barros é um dos quatro integrantes do Episcopado que foram formados pelo Fernando Karadima, um padre que foi punido em 2011 pelo Vaticano por cometer abusos sexuais e condenado a uma vida de oração e penitência e com a proibição perpétua do exercício público de qualquer ato do ministério.
O padre emitiu um comunicado, em 16 de março, no qual assegurou que “jamais” soube dos abusos protagonizados por Karadima, ex-pároco da igreja El Bosque, em Santiago, onde ocorreram os fatos.
No entanto, Juan Carlos Cruz, uma das vítimas e denunciantes de Karadima, assegurou aos jornalistas que os abusos foram presenciados por Barros e lamentou “que o Papa Francisco, mesmo com todos estes antecedentes, permitisse a nomeação de Barros”.
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