
Desde que foi anunciado que o eventual ministro da Fazenda de Aécio Neves seria Armínio Fraga (http://goo.gl/n47uPr), ex-presidente do Banco Central (BC) no governo FHC, alguns brasileiros passaram a sentir calafrios ao se lembrarem de sua gestão à frente do banco, na qual se chegou a estabelecer juros de 45% e a produzir 11,5 milhões de desempregados.
Considerado o “homem do arrocho”, por seus adversários (http://goo.gl/O5xDhe), ele trabalhou para o megaespeculador George Soros, o homem que tentou quebrar o Brasil.
Sem conseguir demover Dilma de suas posições nacionalistas, o mercado financeiro internacional teria resolvido tirar a máscara e apoiar escancaradamente a candidatura Aécio, como acaba de fazer a revista The Economist (http://goo.gl/nL9D6g), aumentando a desconfiança dos que zelam pela soberania do Brasil.
Sobretudo, diante da cobiça estrangeira sobre o pré-sal que, já se suspeita, estaria por trás da campanha contra a Petrobras com o intuito, supostamente, de desvalorizá-la para ser mais facilmente abocanhada. O fim do novo marco do petróleo é exigência número um da banca internacional.
Novo prato?
Mordazmente, os críticos ressaltam que
- o “patriotismo” de Armínio Fraga era tamanho que largou um salário de cerca de US$ 60 mil por mês em honorários, em Nova York, para receber cerca de R$ 7 mil como funcionário do primeiro escalão do governo tucano.
- O mesmo “desprendimento” o teria feito agora largar, novamente, seus negócios nos EUA e vir enfrentar uma encarniçada campanha eleitoral onde seu nome é um dos alvos preferidos.
- A última “bomba” é que teria também cidadania americana (http://goo.gl/RqUiIZ).
Com a alegação de Aécio de que seu projeto seria de mudança, a pergunta de Dilma, no debate da Rede Bandeirantes, soou lógica: “se a receita é a mesma e o cozinheiro é o mesmo, como querem fazer novo prato”?
Desestabilização?
O segundo turno para a escolha do presidente da República enfrenta denúncias de todo tipo que não permitem apuração dos fatos a tempo de evitar prejuízo eleitoral ao lado inicialmente visado (http://goo.gl/mV989o) .
O feitiço virou contra o feiticeiro, diante da revelação do delator Paulo Roberto Costa de que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teria recebido R$ 10 milhões para abafar investigação sobre a Petrobras (http://goo.gl/pNYJWE).
Outro escândalo foi a manobra para esconder informações sobre as contas do governo Aécio, subitamente retiradas do site do Tribunal de Contas de Minas Gerais (http://goo.gl/kcYkiy). Mas, não adiantou (http://goo.gl/5lA6bl). Diante de tudo isso, onde ficaria a legitimidade democrática? O Brasil não merece isso.
O País teria tudo para começar a desfrutar de um privilégio só visto em nações com longa tradição partidária e democrática: a possibilidade de comparar objetivamente os resultados de dois projetos diferenciados de sociedade (o do PSDB e o do PT) que já foram levados à prática. E, com base na comparação, os eleitores fazerem uma opção racional.
Agressividade
Os debates estão agressivos (http://goo.gl/MbyFN6). Dilma Rousseff diz que vai prosseguir o mesmo projeto inclusivo iniciado por Lula, que é considerado exaurido pelos tucanos. Aécio Neves, o projeto neoliberal de FHC (http://goo.gl/XBd4L8).
O Plano Real, logo depois de implantado, teria desaguado – segundo seus críticos – em um modelo de desenvolvimento sem inclusão social, nem redução da desigualdade, mas, de concentração de renda, arrocho salarial e desemprego.
Seria como a lei que aboliu a escravidão no Brasil: digna de aplausos, mas, cujo efeito prático, imediato, na época, foi o de livrar os senhores escravistas da obrigação de alimentar e abrigar os escravos, sem proporcionar aos negros libertos terras para se sustentarem, deixando-os à míngua.
Equívoco
A votação de Dilma no Nordeste não se deveria apenas ao programa Bolsa Família. Analistas apontam que entre 2002 e 2010, o PIB da Região Nordeste passou de R$ 191,5 bilhões para R$ 507,5 bilhões, um avanço de 165%.
Isso teria impactado profundamente na vida dos nordestinos. Empresas beneficiadas com o desempenho regional pensam o mesmo: http://goo.gl/7Zx9IL.
Valdemar Menezes