Cardeal Suenens* – Um poema para ser lido
Sou um homem de esperança, e não por razões humanas ou por
otimismo natural, mas simplesmente porque eu acredito que o Espírito
age na Igreja e no mundo, mesmo onde é ignorado.
Sou um homem de esperança porque acredito que o Espírito Santo
é sempre Espírito Criador. Cada manhã ele dá, a quem a sabe acolher,
uma nova liberdade e uma nova provisão de alegria e de confiança.
Creio nas surpresas do Espírito Santo.
O Concílio foi uma e o Papa João também. Era algo que não
esperávamos. Quem ousaria dizer que a imaginação e o amor de Deus
se esgotaram?
Esperar é um dever, não um luxo. Esperar não é sonhar. É o meio de
transformar os sonhos em realidade. Felizes os que têm a audácia de
sonhar e estão dispostos a pagar o preço para que seus sonhos se
possam realizar na história dos homens. “
Fonte: – https://padrescasados.com.br/archives/2595/ano-nuevo-fundamento-de-nuestra-esperanza/
– (Cardeal Suenens, Rumo a um Novo Pentecostes?, Bilbao, 1968).
Tradução: João Tavares
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*Cardeal Suenens, arcebispo de Malines/Bruxelas. Foi um dos quatro moderadores do Concílio Vaticano II, um dos seus mais ativos membros e um grande incentivador de sua aplicação, de 1965 atá á sua morte em 1996.