A reportagem é publicada por Página/12, 01-08-2014. A tradução é do Cepat.
Para Stiglitz não está em jogo apenas o processo de reestruturação da dívida argentina, mas a ação dos fundos abutres pretende disciplinar o sistema financeiro para que continue operando de maneira autorregulada. “A consequência desta mudança na relação de forças é bastante lógica. Os países em crise agora podem encontrar mais dificuldade para o alívio frente aos credores depois de um default de sua dívida”, concluiu o Prêmio Nobel.“A campanha contra Argentina mostra quão profunda pode ser a influência dos fundos abutres fora dos mercados nos quais apostam. Enquanto a assinatura do Sr.(Paul) Singer ainda tem que cobrar algum dinheiro da Argentina, alguns especialistas em dívida assinalam que a batalha já orientou a balança a favor dos credores no enorme mercado da dívida ao qual recorrem recorrentemente os países para enfrentar seu déficit”, destacou Stiglitz no NYT.
A partir do caso argentino, vários países começaram a modificar sua legislação para se resguardar frente às demandas minoritárias dos fundos abutres, como ocorreu no centro financeiro de Luxemburgo ou Inglaterra. O próprio chefe de Gabinete da Argentina, Jorge Capitanich, defendeu que o país poderia recorrer à ONU para impulsionar uma convenção sobre a reestruturação da dívida.
PARA LER MAIS:
- 14/07/2014 – Fundos Abutre. “A sentença de Griesa é extravagante”. Entrevista com Sebastián Soler
- 01/08/2014 – Fundos abutres: ministro argentino critica Justiça dos EUA e mediador do caso
- 30/07/2014 – Cristina agradece solidariedade do Mercosul contra “agressão dos fundos abutres”
- 09/07/2014 – Fundos Abutres. “Este caso terá um grande impacto”. Entrevista com Eric LeCompte
