Faleceu no último sábado, 19 de julho, em um hospital da cidade de Campinas, Estado de São Paulo, o escritor brasileiro Rubem Alves, famoso por seus romances, crônicas e ensaios.
Apesar de ser mais conhecido como escritor, o mineiro [nascido no Estado de Minas Gerais] Rubem Alves também era poeta, filósofo, cronista, contador de histórias, ensaísta, psicanalista, acadêmico, pedagogo, autor de livros infantis e teólogo.
Seu legado intelectual soma mais 160 títulos de ficção e não ficção publicados em 12 países, tendo com isso se tornado um dos escritos brasileiros contemporâneos mais lido.
Alves já vinha internado há quase 10 dias para tratar uma pneumonia e foi vencido por uma falência múltipla de órgãos. Alves, aos 80 anos, deixa uma legião de fãs e admiradores de suas obras.
Sobre sua trajetória como teólogo, Alves foi pastor presbiteriano e na década de 1960 tornou-se um dos principais impulsionadores da Teologia da Libertação (TdL). Em sua abordagem, defendia o entendimento de que a TdL deveria ser complementada por dois processos: o psicanalítico e o pedagógico.
O intelectual levou seu fazer teológico para os estudos acadêmicos nos Estados Unidos e, em 1968, na Universidade de Princeton, defendeu a tese de doutorado em Filosofia intitulada “A theology of human hope” (A Teologia da Esperança Humana). No Brasil, a obra só foi editada e publicada no ano de 1987.
Por cerca de 40 anos, Rubem Alves se afastou dos estudos em Teologia da Libertação por motivos que não costumava explicar, mesmo assim continuou sendo considerado um impulsionador intelectual dessa teologia considerada revolucionária. Entre suas obras fundamentais voltadas para o tema estão “A Teologia da Esperança” e “O Enigma da Religião”.
Fonte: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=81622