A imigração ajuda a recuperar as Origens Cristãs da América

Artigo lúcido, corajoso e muito oportuno do novo Arcebispo de Los Angeles. E que causa admiração por ser ele da Opus Dei, num momento difícil para os USA, onde muita gente, quer botar a culpa dos grandes males da América atual nos emigrantes, sobretudo nos mexicanos que são católicos, proliferam muito e não têm olho azul.

“É preciso acabar com a ideia de que os americanos são descendentes só de europeus brancos e que nossa cultura é baseada apenas no individualismo, ética de trabalho e Estado de Direito que herdamos de nossos ancestrais anglo-protestante”. – do texto abaixo, enviado pelo Pe. José Marins

João Tavares


– diz o Arcebispo de Los Angeles Joseph Gomez

By Kevin J. Jones

Napa Valley, Califórnia, 2 de agosto de 2011 / 05h33 (CNA)

FONTE: http://www.catholicnewsagency.com/

A imigração é uma oportunidade e uma chave para a renovação americana porque ajuda a trazer à luz o Cristão, a herança do “patrimônio de santidade e de serviço” dos missionários católicos, – disse o arcebispo José H. Gomez, de Los Angeles numa reunião de líderes Católicos e leigos.

“A América está destinado a ser um lugar de encontro com Jesus Cristo vivo”, disse o arcebispo. “Esta foi a motivação dos missionários que chegaram aqui primeiro. O Caráter nacional e o espírito dos Estados Unidos estão profundamente marcados pelos valores do Evangelho que eles trouxeram para esta terra. ”

O Arcebispo Gomez apresentou sua palestra na quinta-feira no primeiro Encontro anual do Instituto Napa, sob o tema: “Católicos na América de Amanhã”. No Napa Valley’s Meritage Resort & Spa, na Califórnia.

O encontro reuniu 300 líderes católicos, incluindo bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, para discutir o futuro da Igreja em uma cultura cada.
O arcebispo disse que, embora a América tenha sido fundada por Cristãos, se tornou casa para “uma incrível diversidade” de culturas e religiões que florescem “precisamente porque os fundadores da nossa nação tinham uma visão cristã da pessoa humana, da liberdade e da verdade.”

Mas os Estados Unidos estão mudando por causa da globalização, das ameaças do exterior, e das forças culturais internas.

“Temos uma cultura de elite – no governo, a mídia e na academia – que é abertamente hostil à fé religiosa”, continuou ele. “A América está se tornando um país fundamentalmente diferente. Chegou a hora de todos nós reconhecermos isso – não importa qual a nossa posição sobre a questão política da imigração.”

O arcebispo de Los Angeles descreveu a situação da imigração no país como parte de um conjunto de questões mais amplas sobre a identidade nacional e o destino dos Estados Unidos. Os católicos devem responder a essas perguntas “à luz do plano de Deus para as nações.”

O arcebispo disse que os imigrantes são “pessoas de energia e de aspiração” que “não tem medo de trabalho duro ou sacrifício.”

“A grande maioria deles acredita em Jesus Cristo e ama a nossa Igreja Católica. Eles compartilham valores tradicionais americanos de fé, família e comunidade “, disse ele. “É por isso que acreditamos que nossos irmãos e irmãs imigrantes são a chave para a renovação americana. E nós todos sabemos que a América está precisando de renovação – renovação económica e política, mas também espiritual, moral e cultural ”

O arcebispo disse que os americanos têm esquecido a sua história ou apenas conhecem uma versão incompleta que leva a “suposições erradas sobre a identidade e a cultura americana.”

Enquanto a história Americana da Nova Inglaterra continuar focalizadada nas estórias dos “grandes homens”, como George Washington, Thomas Jefferson e James Madison e também de “grandes documentos”, como a Declaração de Independência e a Declaração de Direitos, ela não vai ser uma História completa.

“Quando esquecemos as raízes do nosso país na missão Hispano-Católica para o novo mundo, nós caimos em idéias distorcidas sobre a nossa identidade nacional”, disse o arcebispo Gomez. “É preciso acabar com a ideia de que os americanos são descendentes só de europeus brancos e que nossa cultura é baseada apenas no individualismo, ética de trabalho e Estado de Direito que herdamos de nossos ancestrais anglo-protestante”.

A “história toda” sobre os Estados Unidos começa em 1520 na Flórida e na década de 1540, na Califórnia. Esta história também gira em

“O povo desta terra foi chamado de cristão antes de ser chamado de americano. E eles foram chamados por este nome nas línguuas, espanhola, francesa e inglesa”, disse o arcebispo Gomez. “Muito antes do Boston Tea Party, missionários católicos estavam celebrando a Santa Missa no solo deste continente … Missionários Imigrantes estavam dando nomes de santos, de sacramentos e de artigos da fé a rios, montanhas e territórios”.

“Antes de haver casas nesta terra, havia altares”, continuou ele.”Esta é a peça que faltava na história americana. E hoje, mais do que nunca, precisamos conhecer essa herança de santidade e de serviço – especialmente como católicos norte-americanos ”

O Arcebispo Gomez afirmou que esquecer essas e outras raízes levou a episódios deploráveis na história, como os maus-tratos aos Nativos Americanos, a escravidão, os surtos de nativismo e anti-Catolicismo.

Ele teme que os debates políticos sobre a imigração sejam sinais de um novo período de nativismo.
No entanto, ele exortou os católicos americanos a darem suas próprias contribuições para a América por meio da forma como vivem a sua fé em Jesus Cristo.

“O futuro da América será determinado pelas escolhas que fazemos como discípulos cristãos e como cidadãos americanos. Por nossas atitudes e ações, pelas decisões que tomamos, estamos a escrever os próximos capítulos de nossa história americana “, disse ele.

Tradução do inglês: João Tavares

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