Globo e SBT pedem para autores de novelas menos cenas gays

As Emissoras de TV estão abrindo a porteira da homossexualidade nas novelas e em programas de auditório. Escancaradamente. Estou refletindo com Sofia, minha esposa, sobre essa nova realidade.

Temos formação semelhante mas, neste caso, ideias diferentes. Segundo ela, as emissoras de TV só estão apresentando a realidade.
Já para mim, trata-se de uma orquestração, de uma tentativa de construção de uma realidade diferente: tudo muito bem programado para chegar a alguma finalidade. Há uma “política” em tudo isso, uma programação inteligente e bastante eficiente com fins a atingir.
Exatamente como a decisão do Ministério da Educação que resolveu distribuir o Kit Gay nas escolas públicas, a tempo vetado pela Presidente Dilma, sob o argumento de que isso não era educação sexual, mas aliciamento homossexual.

Falar mal da homossexualidade não pode, mas falar bem e aliciar para a homossexualidade, pode. Cadê os direitos iguais?

Por trás, até prova em contrário, está o Programa do PT que, ao que parece, tem um projeto globalizante e pouco democrático para o Brasil.
Mas precisa, para isso, desafiar ou pisotear a escala de valores cristãos e não só, o direito da Família à educação, inclusive sexual, de seus filhos, a liberdade de os líderes religiosos poderem publicamente desaprovar os abusos das paradas gays, o aborto, o casamento homosssexual, a adoção de crianças por casais gays? Pessoalmente achei excelente o artigo do cardeal Sherer, de S. Paulo sobre os abusos de usar santos católicos como símbolos homossexuais na recente parada gay de S. Paulo: se querem respeito, respeitem quem pensa e sente diferente.
Provavelmente, para as emissoras, o argumento é mais material: ganhar audiência e, consequentemente, mais propaganda comercial para engordar sua riqueza.

Para as organizações homossexuais, é uma prova de poder e de força.
Para o PT, a meu ver, trata-se de uma opção ideológica que lastreia um esforço de galgar o Poder Total e impor uma nova escala de valores ao Brasil.

João Tavares


Durou pouco a chamada “primavera gay” na TV aberta, que culminou no primeiro beijo lésbico numa novela brasileira, em maio, no SBT. Tanto a emissora de Silvio Santos como a Globo deram nos últimos 60 dias uma guinada nos rumos da dramaturgia, e passaram a dar ordens implícitas ou explícitas a seus autores, para que baixem a bola de cenas gays nas histórias. Oficialmente, a decisão se deve a uma suposta “overdose” do tema.

Um ajudante de novelista da Globo, que pede para não ser identificado, disse em entrevista que recebeu “aviso verbal” do autor para que não perdesse tempo elaborando personagens e cenas gays –sejam entre homens ou mulheres–, pois seriam cortadas.

Cerca de três semanas atrás a Globo interveio em “Insensato Coração”, vetando ousada cena gay em motel, entre o casal Hugo e Eduardo (Marcos Damigo e Rodrigo Andrade). Também o autor Aguinaldo Silva foi informado há três meses pela emissora de que deveria evitar polemizar com o assunto (gay) em “Fina Estampa”, sua próxima novela, que estreia em agosto. Silva, porém, vai incluir um personagem gay “estiloso” na história, interpretado por Marcelo Serrado. Mas não haverá cenas eróticas com ele.

Questionado sobre isso, Silva usou as mesmas palavras que já usara anos atrás, decepcionado com mais um veto da Globo a uma cena homoafetiva: “Beijo gay, só lá em casa”.

Não se trata de um comportamento novo. Desde 2008, a Globo já deixou “escapar” ao menos quatro vezes que exibiria uma cena gay, mas acabou desistindo sempre no último momento. Em abril do ano passado, um episódio de “Os Simpsons” teria sido cortado por conter um beijo gay entre Homer e o barman Moe.

Já no caso do SBT a ordem é explícita. Depois de exibir o primeiro beijo lésbico numa novela, entre as atrizes Luciana Vendramini e Giselle Tigre, em “Amor & Revolução”, a emissora agora mudou de opinião e a ordem é baixar a bola do tema.

Tiago Santiago, o autor, teve ao menos mais duas longas cenas gays cortadas de sua história. A última deveria ter sido exibida no último dia 7, entre os personagens Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). O novelista do SBT disse que acataria a decisão, mesmo tendo prometido o beijo, além de um outro, entre Vendramini e Tigre.

Na Record, a orientação é implícita e parece ecoar os princípios da Igreja Universal do Reino de Deus, que não considera a homossexualidade algo natural e corriqueiro. Nenhuma trama da emissora até hoje deu destaque a casais ou personagens gays.

Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=14597

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