Na esperança que todos se encontrem bem e em paz, envio uma carta que acabo de receber do Padre Fr. Anthony Musaala. Por certo, todos se lembram da carta que enviamos no domingo depois da Páscoa, e que foi lida no mosteiro São Bento após a Missa do “Dominica in Albis”. Traduzi a carta do inglês para o português, enviando as duas versões para vocês. Hoje à noite enviarei um e-mail ao Fr. Musaala, agradecendo e comunicando que, em momento posterior, daremos resposta quanto à sua proposta, colocada na carta.
Para todos tudo de bom.
Abraço,
Geraldo – Claudete (29-07-2013)
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From: Anthony Musaala<fathermusaala@ymail.com>
To:brazilmarriedpriests<geraldof73@yahoo.com.br>
Sent: Friday, July 26, 2013 7:48 AM
Subject:Frmusaala in london
Tradução para o português da carta de Fr. Anthony Musaala
Caro Geraldo,
Cordiais saudações para você e os membros do MFPC do Brasil. Espero que vocês possam ter apresentado algo ao Papa a respeito dos padres casados. Desde que o arcebispo me suspendeu, fiquei sem suporte financeiro e encontro-me num estado difícil. Quero expressar minha profunda gratidão a você e aos membros do MFPC pela solidariedade que mostraram em março. Agradeço pela amável carta que recebi.
Fui suspenso porque defendia o casamento dos padres e por estar ao lado de minorias que vivem opções sexuais diferentes em Uganda, contra quem Igreja e Estado agem com punições.
Quatro meses atrás apelei em Roma contra minha suspensão, mas não obtive resposta até agora. Nem de Roma, nem da Igreja de Uganda espero muito coisa em meu favor.
Neste momento estou em Londres, onde vivo com meu irmão, porque não podia ficar em Uganda, onde não tenho recursos financeiros.
Em todo o mundo há cada vez mais pessoas que não suportam mais o abuso de poder da Igreja. Muitos homens casados gostariam de continuar no exercício do sacerdócio. Não sou contra o celibato optativo, mas não aquele que é imposto por lei, o que é absurdo e não necessário, e que vai contra a natureza e a lei de Deus. Leis humanas que contradizem leis divinas nada valem. Leis humanas que proíbem certas pessoas poderem atrair matrimônio constituem uma violação da liberdade humana.
Há muitas vítimas, tanto femininas como masculinas, dos abusos sexuais por parte do clero na África. E assim há muitos ouros erros que não podem mais ser suportados.
Estou ansioso para saber se podemos começar um movimento para encontrar meios para nos afastar do abusivo autoritarismo de Roma. Precisamos de um movimento, em todas as partes do mundo, para “ocupar a igreja católica”, quanto as suas estruturas. Precisamos criar formas alternativas de governo, que incluam mais o povo. Igreja e sacramentos nos pertencem a nós todos. Porque não criamos um tipo de “Igreja em exílio”, dando continuidade à nossa maneira de viver nossa fé, enquanto Roma cuida de si mesma?
Desejo escrever uma proposta neste sentido para as Igrejas Anglicana e Ortodoxa para ver se elas aceitam e protegem um grupo de “católicos em exílio”,espalhados pelo mundo, incluindo Brasil. Isto poderia durar tempo indeterminado. Farei contatos com o Arcebispo de Canterbury, que podia nos receber em comunhão com os Anglicanos.
É apenas uma ideia. Dê-me notícia para eu saber o que você acha.Eu penso visitar o Brasil. Paz e amor,
Fr. Anthony Musaala
(tradução Geraldo Frencken)
Fonte: Por e-mail, de Geraldo Frencken: geraldof73@yahoo.com.br
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Carta original de Fr. Anthony Musaala
Dear Gerald,
Cordial greetings to you and MFPC members in Brazil. I hope you were able to present something to the Holy Father about married priests.Sorry I have not been in touch for so long. I have been going through something of a rough time, since the Archbishop suspended me without financial support.
I want to Express my deep gratitude to you and all members of MFPC brazil for the solidarity and support you have shown me during my suspension since March 19 2013. Thank you for your kind letter.
As youk now I was suspended for advocating for married priesthood and for standing with sexual minorities in Uganda against state and church laws which criminalize harrass and punish them.
I made an appeal to Rome against my suspension. That was four months ago. Rome has not even acknowledged that they have received my appeal, as a result of which I am left in limbo. Frankly I do not expect much in my favour to come from Rome at this time, since it might up setvested interests. Also the church in Uganda is determined to ee me dismissed from the priesthood altogether!
At the moment I have fled to London, where I am staying with my brother, because there were also a few (not serious, but troubling) threats to my life in Uganda and because I had no income.
There seem to be so many catholics all over the world whocan no longer acceptthe abuse of power in the church. There are many who are married men and Who would like to continue as priests. I have not hing against celibacy free lychosen, but I am against a LAW of perpetual celibacy for all Who want to be come priests. It isc ompletely absurd and not necessary; and is also it seems contrary to natural and divine law. Human laws which contradict divine laws are null and void. Also laws forbidding marriage to any group of persons for any reason are a violation of the freedom of that person.
There are many female and male victims of sexual abuse by clergy in Africa who are hidden away. Many LGBTS people who are made to feel like second class catholics because oft here orientation. There are very many other issues which can no longer be tolerated in the church by many of us.
I wonder if we might start discussing ways of distancing our selves from the abusive authorities of Rome. We need a worldwide ”occupy thecatholic church” movement, which just takes over the structures where possible. We need to create alternative forms of governance which are more people basedand inclusive. The church and the sacraments be long to all of us not just a few, sowhy dont we just take them over? Why don’t we set up a kindof ”church in exile”, and just continue with ourlives of faith, while Rome sorts itself out.
I want to write a proposal to either the Anglican or Orthodox churches asking them to accept and protect a worldwide group of ”catholics-in-exile”, which I hope will include Brazilians! This could be for na undetermined period. It would be similiar to the Anglican Ordinariate set up by Pope Benedict for Anglicans, which allows Anglicans Who be come catholics to continue with some Anglican traditions.
In a similiar manner IF say the Archbishop ofC anterbury, for instance would admi us, we could set up a ”Catholic Ordinariate” within in the broad church oft he Anglican communion which Will give us time to see whether we want to stay with Rome or leave completely!
Just na idea. Let me know what yout hink.
I think I should visit Brazil!
Peace and love,
Fr Anthony Musaala
Fonte: fathermusaala@ymail.com
