O futuro ministro da saúde, Alexandre Padilha, 39, é filho do casal Felisbino/Macilea, ele já falecido, do MFPC de S. Paulo. Como diz nosso colega Francisco Resende:
– A história de vida do Alexandre é muito bonita. Está muita ligada às famílias dos padres casados.
Léia era ainda muito jovem quando o teve. Devido ao envolvimento político, ela teve de atuar na clandestinidade. Ela obteve apoio com a cunhada do Abel Abati, que era professora da USP e da própria Neide.
De fato, ele é enteado do Felisbino, mas criado por Felisbino e Léia.
Desejamos ao ministro Padilha muito sucesso nessa difícil, complexa e muito abrangente Pasta da Saúde, uma das mais importantes do governo. Temos a certeza que sua boa e ampla experiência como médico na Amazônia e, depois, de Diretor nacional da Funasa o sensibilizou para a realidade catastrófica da Saúde e da baixa densidade da presença de governo no Brasil real e profundo, longe dos eixos Rio-S.Paulo e Belo Horizonte-Porto Alegre.
João Tavares
O atual responsável pela pasta das Relações Institucionais, Alexandre Rocha Santos Padilha, é o mais jovem ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com 39 anos, o médico infectologista graduado pela Universidade de Campinas (Unicamp) foi escolhido por Dilma Rousseff para permanecer no governo, à frente do Ministério da Saúde.
Pós-graduado em doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade de São Paulo (USP), Padilha foi membro da executiva estadual do PT de São Paulo e membro da coordenação das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e 2005.
Na juventude, o futuro ministro da Saúde participou do movimento estudantil e se orgulha ter sido um “cara pintada” na época do impeachment de Fernando Collor. Nessa ocasião, Padilha era diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois de formado, trabalhou como médico durante quatro anos na Amazônia.
No governo Lula, foi diretor nacional de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), autarquia ligada ao Ministério da Saúde. Padilha também exerceu os cargos de chefe de gabinete da Subchefia de Assuntos Federativos da Presidência da República e de subchefe-adjunto de Assuntos Federativos da Presidência da República.
Ao coordenar a pasta de Assuntos Federativos, Padilha participou das discussões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal programa de infraestrutura do governo Lula, que foi gestado e gerenciado sob a coordenação de Dilma Rousseff.
Chegou ao cargo de ministro das Relações Institucionais de Lula contanto com o respaldo de Dilma Rousseff e do chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho.