“Francisco quase desculpa a vida dupla, mas ainda não aceita padres casados”

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(ANSA)

Site Sacerdoti Sposati – 08 Dezembro 2021 – Imagem: Il Sole 24 ore / Reprodução

As declarações do Papa Francisco sobre a renúncia do arcebispo francês, na entrevista no voo de volta após a viagem ao Chipre e à Grécia, são surpreendentes. Discrição e silêncios, mas nenhuma menção à vida dupla.

A nota é do sítio Sacerdoti Sposati, 07-12-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Para o Movimento Internacional dos Padres Casados,

  • na resposta do pontífice às perguntas dos jornalistas,
  • era desejável uma clara condenação de atitudes semelhantes às que levaram à renúncia do arcebispo de Paris.

Bergoglio perdoa e abre espaço para críticas e insinuações.

No âmbito das reformas necessárias à vida da Igreja,

  • ele ainda deixa de fora do ministério os padres casados
  • sem vida dupla e com percurso regular de renúncia e com matrimônio religioso.

Fala do Papa Francisco na entrevista voltando da Grécia

“Quanto ao caso Aupetit: me perguntas,

mas o que ele fez de tão grave que teve que renunciar? Ele não sabe?

Alguém me responda, o que ele fez?

Não o sabemos … problema do governo ou algo assim. E se não conhecemos a acusação não podemos condenar

Antes de responder eu diria:

investiguem, hein, porque existe o perigo de dizer “foi condenado”. Quem o condenou? A opinião pública, o mexerico… Não sabemos…

Se vocês sabem o por quê, digam, do contrário não posso responder.

E não sabem porque foi uma falta dele, uma falta contra o sexto mandamento, mas não total, de pequenos carinhos e massagens que fazia na secretária, essa é a acusação.

Isso é um pecado, mas não é dos pecados mais graves, porque os pecados da carne não são os mais graves.

Os mais graves são aqueles que têm mais ‘angelicalidade’: a soberba, o ódio.

Assim, Aupetit é um pecador, assim como eu – não sei se você se sente… talvez – como foi Pedro, o bispo sobre quem Jesus Cristo fundou a Igreja. Porque a comunidade daquele tempo havia aceitado um bispo pecador, e aquele era com pecados com tanta ‘angelicalidade’, como era negar Cristo!

Porque era uma Igreja normal, era acostumada a sempre se sentir pecadora, todos, era uma Igreja humilde.

Vemos que a nossa Igreja não está habituada a ter bispo pecador, fingimos dizer: o meu bispo é um santo… Somos todos pecadores.

Mas quando o mexerico cresce, cresce, cresce tira a fama de uma pessoa, não, não poderá governar porque perdeu a fama,

  • não pelo seu pecado, que é pecado – como o de Pedro, como o meu, como o teu
  • – mas pelo mexerico das pessoas.

Por isso aceitei a renúncia, não sobre o altar da verdade, mas sobre o altar da hipocrisia“.

 

Sacerdoti Sposati,

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