
- Na conversa, ele afirma que, de acordo com seus cálculos, nos próximos dias o país começará a registrar 2.000 mortes diárias.
- Horas depois, o Ministério da Saúde registrou 1.910 mortes por covid-19, mais um recorde.
- aumentar o número de leitos já não adianta
- e que a única saída é decretar um lockdown nacional pelas próximas três semanas.
A ENTREVISTA:
Pergunta. O que esperar para as próximas semanas ou dias?
Resposta. Nós vamos entrar numa situação de guerra explícita. Nós podemos ter a maior catástrofe humanitária do século XXI em nossas mãos. A possibilidade de cruzar 2.000 óbitos diários nos próximos dias é absolutamente real.
- A possibilidade de cruzarmos 3.000 mortes diárias nas próximas semanas passou a ser real.
- Se você tiver 2.000 óbitos por dia em 90 dias, ou 3.000 óbitos por 90 dias, estamos falando de 180.000 a 270.000 pessoas mortas em três meses.
- Nós dobraríamos o número de óbitos.
Isso já é um genocídio, só que ninguém ainda usou a palavra. O que são 250.000 mortes sendo que a vasta maioria poderia ter sido evitada?
P. São Paulo voltou para a fase vermelha e fechou comércios e serviços não essenciais. O que pode acontecer com o Estado?
R. Acho que São Paulo vai colapsar. Campias já colapsou. Rio Preto colapsou. Ribeirão Preto está no mesmo caminho. A cidade de São Paulo não vai aguentar. O Hospital Emilio Ribas já está 100% e com fila de espera. O Hospital das Clínicas, que tem um dos maiores números de leitos de UTI do Brasil, está com 80% de ocupação e vai colapsar.
P. Estados têm apostado na abertura de novos leitos. Abrir novos leitos adianta?
R. Não tem mais médico, não tem mais enfermeiro. Todo mundo sabe, e os políticos sabem também, que a velocidade de crescimento do vírus é exponencialmente mais veloz que a capacidade de criar, equipar e por gente no leito de UTI.
Não tem como combater isso criando mais vagas nos hospitais. É a típica estratégia de maquiagem. Aumenta os leitos, mas os leitos às vezes nem funcionais estão, mas vão para a conta e diminui a taxa de ocupação.
P.O que fazer então? Os governadores e secretários da Saúde pressionaram nesta semana o presidente Jair Bolsonaro por medidas.
R. É preciso decretar lockdown de pelo menos 21 dias e pagar um auxílio financeiro para que as pessoas fiquem em casa. Os governadores sabem que o Governo Federal não vai fazer nada, estão querendo empurrar a responsabilidade. Estou sugerindo desde de novembro
- de criar uma Comissão Nacional com a sociedade civil, governadores e Supremo,
- que precisa decretar uma tutela judicial no Ministério da Saúde. Uma intervenção.
- E essa Comissão Nacional ficaria responsável
P. Mas a população já não respeita as medidas de restrição. Acataria um lockdown?
R. A população nunca teve uma mensagem correta da gravidade da pandemia porque não temos nenhum estadista no país. As pessoas estão falando de sucessão presidencial em 2022 quando o país está morrendo na pandemia.
- Faltou decisão política e visão estratégica.
- Faltou as pessoas eleitas pensarem não nos lobbys econômicos e políticos que as sustentam, mas nos cidadãos como prioridade.
- É preciso bancar uma decisão.
John Barry, o maior historiador norte-americano de pandemias, escreveu que, mesmo com a ciência moderna,
- o que decide o destino de uma sociedade na pandemia é a decisão política, a opção política dos líderes de defender a população.
- Por isso que você é eleito, para liderar mesmo nos momentos em que a coisa correta a ser feita é impopular.
- É preciso convencer a população de que aquilo precisa ser feito.
P. Caso não haja lockdown nacional, como tudo indica… O vírus não tem uma dinâmica própria, em que o contágio sobe muito, chega a um pico e depois começa a descer por causa da sazonalidade, entre outras questões?
R. Não quando se tem um vírus mutando fora de controle e se novas variantes são mais letais e mais contagiosas.
Cada variante tem sua dinâmica própria. Como você falou, cresce, chega ao pico e cai. Mas se você tem dezenas de variantes superpostas umas nas outras…
- Acabaram de detectar a variante da Califórnia em Minas Gerais, porque alguém veio de avião dos Estados Unidos e trouxe ela.
- Nós recomendamos fechar os aeroportos em agosto. Repetimos em setembro. E evidentemente a Infraero não deu bola.
- Temos no Brasil a reunião de todas as variantes, inclusive as nossas próprias.
- Essa é a bomba relógio.
P. Sendo assim, quem teve covid-19 meses trás pode acabar se reinfectando?
R. Se você foi contaminado com a variante inicial brasileira, os anticorpos que você desenvolveu são nove vezes menos eficientes para combater a nova variante amazônica.
- Por que temos que tomar a vacina contra a Influenza a cada ano?
- Porque as variantes surgem.
- Mas o que estamos tendo de número de infecctados do coronavírus é muito grave, então a chance do vírus mutar é muito maior.
P. Você mencionou em outra entrevista a possibilidade de colapso funerário. Como isso pode se dar?
- R. Porto Alegre já está entrando, um hospital teve de comprar containers para estocar os corpos porque não estava dando conta de manejá-los. Isso é Manaus.
- A população cidade de São Paulo é nove vezes maior que a de Manaus. A Grande São Paulo é 20 vezes maior. Se a cidade São Paulo cai, todo o Estado de São Paulo cai.
É como uma guerra mesmo: quando um batalhão importante cai, todas as forças armadas são comprometidas. É um efeito cascata.
Minha metáfora é que somos Stalingrado, estamos cercados neste momento.

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Uma resposta
Logo no início do covide o Prefeito de Porto Feliz-SP,com aprox. 30.000 habitantes, distribuiu a toda a população um kit de preventivos, o Prefeito médico de S.Pedro dos Crentes- MA fez o mesmo e nestas 2 cidades tem apenas um e outro falecimento por causa do covide. Devem existir muitos outros exemplos neste Brasil que infelizmente não estão sendo publicados. Quem deve comandar no Brasil o problema da saúde é o Ministério da saúde e não o STF, os governadores e os Prefeitos que não entendem de saúde e a maioria deles já demonstrou que não estão nem aí pelo ser humano e sim pelo que conseguem desviar destes bilhões que o Governo Federal já enviou para eles. Se o sistema de saúde continua nas mãos do STF e dos governadores, aí o presente artigo tem razão que vai morrer ainda muita gente. A máscara continua sendo o símbolo do domínio, pois Göbbels, o chefe de propaganda do Hitler, declarou no Processo de Nürnberg: dominar um povo é simples, para isto não precisa ser nazista, apenas assustar o povo. Isto funciona em qualquer tipo de regime.- Amar o próximo é só possível levando a máxima do Filho do Homem a sério. Mas para a maioria dos governadores que a Hierarquia católica adora, acreditar no cristianismo é apenas um folclore. Mas o Filho do Homem já nos avisou: o chefe do mundo é o Satanás. Isto é folclore ou é bom tomar a sério e analisar bem o que está acontecendo? Existem bilhões de virus e justamente o corona paralizou o mundo inteiro, sem exceção. Não é uma obra prima danada quem o inventou?