
Fábio Grellet – 26 Outubro 2020 – Foto: Daqui
Asmilícias do Rio de Janeiro mantêm parcerias com as polícias, com facções criminosas e com igrejas evangélicas pentecostais, e agora tentam se infiltrar em prefeituras e Câmaras de vereadores, segundo estudo a ser apresentado nesta segunda-feira, 25, pela Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos, organização composta por
- pesquisadores de sete universidades do Rio de Janeiro,
- entidades da sociedade civil,
- centros de pesquisa de entidades jurídicas
- e jornalistas.
O 1º Seminário da Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança e Direitos, com o tema “Milícias, grupos armados e disputas territoriais no Rio de Janeiro”, começa às 14h e será transmitido pelo YouTube. Durante o evento será apresentada a Nota Técnica “Controle Territorial Armado no Rio de Janeiro”, primeiro trabalho da Rede, criada em julho de 2019.
Ao longo de quase um ano, pesquisadores, policiais, promotores, jornalistas, ativistas e especialistas em dados debateram o tema.
A Nota Técnica resultante desse estudo alerta para os riscos que as milícias representam ao Rio de Janeiro e consequentemente ao Brasil.
Os pesquisadores concluem fazendo uma comparação entre as facções criminosas, habitualmente sediadas em favelas, e as milícias:
- “Agora não se tem mais como trabalhar com a abordagem simplificadora e falaciosa de que o ‘inimigo’ está nas favelas;
- pois ele está infiltrado no Estado, nas suas estruturas de poder;
- ao mesmo tempo em que se apresenta como protagonista no mercado político.
É também
- um novo tipo de empresário, cujo mercado é tudo que puder ser consumido por moradores de favelas e subúrbios;
- um agente da mercantilização da vida popular.
Sem regulação e sem limite, tende a corromper todas as estruturas.
É sem dúvida o maior desafio ao estado de direito, à república e à democracia no país”,
conclui a Nota Técnica.
A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

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Fábio Grellet
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