
Juan Vicente Boo, 7 Março 2020
Mais uma vez, a enquete de valoração dos líderes mundiais realizada anualmente pela Gallup International situa em primeiro lugar o papa Francisco, seguido por Angela Merkel e Emmanuel Macron, os únicos que obtém saldos positivos (opinião favorável menos opinião desfavorável) nesta era de descontentamento global.
A informação é de Juan Vicente Boo, publicado por Alfa & Omega, 05-03-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
A nível mundial, o Papa conta com 53% de opiniões favoráveis frente a 23% de desfavoráveis, o qual resulta em um saldo positivo de 30 pontos, o dobro dos 15 da chanceler alemã e o quádruplo dos sete do presidente francês. A partir do quarto líder – o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi – todos recebem saldos negativos.
Torna-se muito chamativo que o líder de uma confissão religiosa associada com a Europa, América e África recebe uma valorização positiva em todos os países salvo seis, com Síria como o mais negativo.
Desde que o Concílio Vaticano II assumiu como tarefa da Igreja Católica velar pela “única família humana”,
- Paulo VI, João Paulo II e seus sucessores fizeram cargo dos sofrimentos e aspirações de todos os seres humanos,
- com independência de sua religião.
Paradoxalmente,
- o país que mais aprecia o papa Francisco é ortodoxo: Romênia, com 88% de opiniões favoráveis.
- O seguem as Filipinas, Líbano, Colômbia e Itália.
- A Espanha é o décimo país que mais o valoriza, com um 71% de opiniões favoráveis.
A simpatia pelo Papa
- é chamativamente forte entre os maiores de 65 anos, com 86%,
- porém o saldo positivo se dá em todas as categorias de idade,
- incluída a mais fria, entre os 18 e os 24 anos.
A pesquisa anual e planetária de Gallup International –realizada na Espanha pelo Sigma Dos– revela que o estrondo contínuo dos blogs e portais informativos hostis a Francisco, encontra eco tão somente entre seu reduzido grupo de leitores, o quais amargam a vida.
A pequena galáxia dos meios viganoides – assim chamados desde que publicaram simultaneamente nos Estados Unidos, Itália e Espanha
- o manifesto do ex-núncio Viganò que pedia a renúncia do Papa
- é somente uma câmara de eco fechada em si mesmo.
Por outro lado, o mundo admira “A Alegria do Evangelho”, Laudato si’, ou sua defesa tenaz dos povos maltratados. Desde os rohingya de Mianmar aos indígenas da Amazônia.

Juan Vicente Boo
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/596884-papa-francisco-o-lider-mundial
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