Desabafos de Padres Casados sobre a doutrina do celibato

Quem são os padres casados?

Os padres casados estão em toda parte. Formam um exército de pelo menos 100 mil homens, 5% deles no Brasil. Não gostam de ser chamados de ex-padres, por causa da tradição de que “uma vez padre, sempre padre”, cuja origem alegam estar na passagem bíblica:  “Você é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Sl 110.4; Hb 5.6 e 7.17, EP). Por terem contraído matrimônio, com ou sem a necessária dispensa do compromisso do celibato concedida unicamente pelo papa, esses homens foram excluídos do ministério sacerdotal, não por vontade própria, mas por imposição de uma disciplina multissecular. São também chamados de egressos, especialmente quando antes vivam em clausura. Setores da Igreja Católica e o povo de um modo geral continuam a chamá-los de ex-padres. Eles abandonaram a batina, como se dizia antigamente, mas não abandonaram a Igreja, salvo raríssimas exceções. Por terem quebrado o voto do celibato, não são de forma alguma necessariamente homens promíscuos. Ao contrário, submeteram-se à disciplina de exclusão do sacerdócio para se relacionarem com uma mulher exclusivamente sob a proteção do matrimônio, o que não acontece com alguns de seus antigos colegas de ministério. “Não posso acreditar que todos os 100 mil sacerdotes casados ao redor do mundo são superficiais e inconseqüentes”, confessa dom Pedro Casaldaliga, bispo de São Félix, aqui no Brasil.

Em quase todos os países existem associações de padres casados, inclusive na Índia, onde a porcentagem de todos os cristãos não chega a 5%. Em âmbito mundial há a Federação Internacional de Padres Casados (a Assembléia Geral se reunirá em Madri em setembro deste ano). No âmbito continental, temos a Federação Latino-Americana para a Renovação Sacerdotal, cujo secretário executivo é o psicanalista brasileiro José Ponciano Ribeiro (padre casado).

Uma das organizações congêneres no Brasil é conhecida pela sigla MPC – Movimento de Padres Casados (a mesma sigla entre os evangélicos tem outro significado: Mocidade para Cristo). O 14º Congresso Nacional do MPC católico acontecerá em São Luís do Maranhão nos próximos dias 11 a 14 de julho.

Por serem muitos, por desejarem ardentemente a abolição do celibato obrigatório e por não terem abdicado, muitos deles, a vocação para servir a Deus, os padres casados estão se organizando cada vez mais. Entre as associações existentes, é possível mencionar: MOCEOP (Movimento Celibato Opcional, na Espanha), CCC (Catholics for a Changing Church), MOMM (Movement for the Ordination of Married Men), CITI Ministries (Celibacy Is The Issue), Parish Watch, Justice For Priests and Deacons, We Are Church, e assim por diante. Dentro do Movimento dos Padres Casados do Brasil está a Associação Rumos, antes denominada Centro de Padres e Religiosos Egressos. Essa organização publica há vinte anos o jornal Rumos.

A quantidade de padres casados no Brasil é uma das maiores do mundo. O número de egressos (5 mil) é quase igual à terça parte dos padres no exercício do ministério (16 mil). De acordo com Áureo Kaniski, na capital do Espírito Santo vivem 119 padres – 73 na ativa (61,3%) e 46 casados (38,7%). De uma turma de 29 formandos de 1958 do Seminário Maior São José, de Mariana, Minas Gerais, sete já morreram (24,1%), oito se casaram (27,6%) e 14 continuam no sacerdócio (48,3%).

Os padres casados gostam de lembrar que 39 papas foram casados, inclusive (segundo a tradição católica) o primeiro deles, o apóstolo Pedro, cuja sogra Jesus curou (Mt 8.14-15).

Não é preciso ser padre casado para enxergar a tremenda injustiça que a Igreja Católica Romana comete contra este numeroso grupo de egressos. Além de ordenar homens casados de outros ritos católicos e de outras denominações cristãs não católicas (como os cem pastores que deixaram recentemente a Igreja Anglicana por discordarem da ordenação de mulheres), as autoridades eclesiásticas excluem do sacerdócio os padres que se casam e mantêm no altar aqueles que têm amantes do sexo oposto ou do mesmo sexo, e aqueles que cometem abuso sexual e o crime da pedofilia. Enquanto estes padres celebram a missa, batizam, ouvem confissões e perdoam pecados alheios em nome de Deus e ainda pregam, aqueles que praticam o sexo dentro do sacramento (no caso da Igreja Católica) do matrimônio não podem oficiar cerimônia nenhuma. E o povo católico, em vez de protestar contra isso, “deplora mais o casamento do padre que o seu pecado”, como denuncia Marcos Noronha, que foi bispo da Diocese de Itabira na segunda metade da década de 60, no livro Marcos Noronha e a Igreja (p. 59). É por isso que o padre casado Aloísio Guerra, hoje com 72 anos e vigário da Paróquia de São Pedro Apóstolo, da Arquidiocese Ortodoxa Antioquina de São Paulo, em Recife, é obrigado a dizer que Roma valoriza mais o celibato (entendido apenas como ato de não casar) do que a castidade. Curiosamente, enquanto a lei do celibato é dos homens, a lei da castidade é de Deus. Aloísio Guerra ordenou-se padre em 1959. Permaneceu no sacerdócio católico apenas cinco anos, casando-se em seguida, aos 34 anos. Tem dois filhos e quatro netos. Autor do livro Celibato, Santo ou Safado?, Aloísio faz uma mistura de verdade com ironia para afirmar: “O único pecado grave, capaz de afastar o padre do ministério é o sacramento do matrimônio” (p. 30).

Em seu livro Obstinação Eclesiástica, o professor Áureo Kaniski, também padre casado, mostra-se revoltado ao lembrar-se de um reitor de seminário que, no dia em que comemorava mais um aniversário de ordenação, foi flagrado num motel de Maceió com o propósito de ter relações com uma menina de rua de 14 anos. O arcebispo daquela arquidiocese não encontrou forma de punir o formador de novos padres; mas, se este tivesse contraído matrimônio, seria muito fácil expulsá-lo do ministério.

Foram os padres americanos obedientes ao celibato e desobedientes à castidade que fizeram milhares de vítimas nos últimos dez anos nos EUA e obrigaram as dioceses daquele país a gastar entre 300 mil a 1 bilhão de dólares para pagar acordos extrajudiciários nos casos de abusos sexuais.

Uma coisa é abraçar o celibato por vontade própria. Outra é submeter-se a ele só por causa da vontade de abraçar a carreira religiosa. O primeiro brasileiro a tornar-se pastor evangélico foi o ex-padre José Manuel da Conceição. Embora desobrigado do celibato por ter se tornado pastor presbiteriano em dezembro de 1865, aos 43 anos, Conceição nunca se casou. A história de Frei Betto, 58 anos, é muito parecida com a história do famoso pastor anglicano John Stott, no que se refere ao estado civil. Ambos tiveram oportunidade de se casar e não se casaram. “Só não me casei”, lembra o dominicano, “porque as mulheres que me interessaram não se interessaram por mim e as que se interessaram por mim, eu não me interessei por elas…” Já o teólogo protestante, na sua juventude, gostou de algumas moças, mas foi protelando de tal maneira o casamento que acabou se envolvendo demais no ministério e não mais achou tempo para o matrimônio. Esse é o celibato que dá certo. Em carta a Ultimato, o cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, 68 anos, professor do Seminário de Mariana e historiador, dá o seu testemunho:Aproximando-me dos 50 anos de sacerdócio só tenho que bendizer a Deus pelo celibato e fico pensando como daria conta, até hoje, do que devo fazer pela evangelização se tivesse mulher e filhos para cuidar. Não me sobraria um momento para preparar homilias, artigos, sermões, aulas, atendimento aos fiéis. É preciso ler e reler 1 Coríntios 7.29-34.

Os padres casados alimentam a esperança da revogação do celibato obrigatório e a reintegração deles no ministério. “Ainda veremos padres casados ministrando os sacramentos”, garante Agenor Coldebella. Em Minhas Esperanças para a Igreja, escrito em alemão e publicado no Brasil pela Editora Santuário em parceria com a Paulus, em 1999, o professor emérito de teologia moral Bernhard Häring, morto em 1998, lembra que “não é preciso ser nenhum profeta para prever que isto [a exigência do celibato para a ordenação sacerdotal] vai acabar, logo que o centralismo ceda à constituição subsidiária da Igreja” (p. 153). Outro dia, o padre jesuíta Renato Hevia Rivas, 65 anos, ex-diretor da revista católica Mensaje, que deixou o sacerdócio para casar-se com uma advogada, declarou pela Televisão Nacional do Chile que “não existe nenhuma razão teológica de peso para manter o celibato, para proibir que padres se casem ou que irmãs celebrem missa” (Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação, no noticiário de 11 de junho de 2002). Aliás, de acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Futuro, 62% dos católicos chilenos entrevistados entendem que os padres devem se casar.

Uma das previsões de Paulo diz respeito ao celibato impingido: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns… proibirão o casamento” (1 Tm 4.1-5). Em nota de rodapé, a Edição Pastoral da Bíblia, publicada pela Paulus, explica:

Nos últimos tempos, isto é, entre a ressurreição e a segunda vinda de Cristo, multiplicam-se os mestres e doutrinas que adulteram a fé. Alguns desprezam tudo o que se refere ao corpo, condenando o matrimônio, proibindo alimentos e pregando exageradas práticas ascéticas (p. 1.531).

A Bíblia de Jerusalém comenta que “a condenação do casamento será uma das características do gnosticismo” (p. 1.647). A tradução da CNBB chama tal coisa de “ascetismo desvairado” (p. 1.557).

Ora, se é assim, por que não voltar atrás na formulação de uma obrigação que cheira a “exageradas práticas ascéticas” e que chega bem perto do “ascetismo desvairado”?

Pesquisa com padres casados (“Não é bom que o homem esteja sozinho…”)

Em abril de 2002, Ultimato enviou um questionário a 1.290 padres casados do Brasil. Até o fechamento desta edição, recebemos 90 respostas (7%). Graças a essa bondosa acolhida, tivemos muita coisa para ler e examinar e fizemos preciosas amizades.

O padre casado mais idoso tem 87 anos e o mais jovem, 46. A idade média é de 67 anos.

Dois deles foram ordenados aos 18 anos. O que se ordenou em idade mais avançada tinha 45. A idade média da ordenação é de 29 anos.

Apenas três deixaram o sacerdócio antes de completar 30 anos. Antes de completar 40 anos, 34 já haviam renunciado o ministério. A idade média da renúncia sacerdotal é de 40 anos.

A idade média ao contrair matrimônio é um pouco mais alta: 42 anos. Isso significa que nem todos casaram-se na mesma época da renúncia. Apenas 32 sacerdotes deixaram a batina e casaram-se no mesmo no. No ano seguinte à renúncia, foram 30 padres. Exceto um, os demais gastaram de 2 a 7 anos para contrair matrimônio. A única exceção é de um sacerdote que, à semelhança de Jacó, demorou 14 anos para se casar.

O matrimônio desses padres casados mostra-se estável. Sessenta e nove deles (77%) vivem com as esposas com as quais se casaram depois da desobrigação do sacerdócio. Cinco estão em segundas núpcias, não se sabe se por morte do cônjuge ou por separação. Apenas dois estão separados de suas esposas. Pelo menos 11 não tiveram filhos. Os demais têm, no total, 177 filhos e 48 netos (221 brasileiros a mais nascidos dentro dos laços matrimoniais, graças à quebra da disciplina do celibato). Um deles tem seis filhos.

Quase todos os padres casados entrevistados fizeram outros cursos superiores depois de se afastarem do ministério ativo. Hoje são professores universitários (a maioria), advogados, psicólogos, tradutores e jornalistas. Quase ninguém se afastou da área das ciências humanas. Um deles é massagista.

Com referência aos escândalos envolvendo o clero católico romano no Brasil e no mundo, os padres casados sondados pela revista Ultimato admitem que eles realmente existem (85% das respostas) e sempre existiram (73%). Acham que é bom que os escândalos venham à tona para que os aspirantes ao ministério considerem seriamente a questão antes de abraçar o sacerdócio (73%), para que os sacerdotes busquem mais a Deus em suas devoções particulares (53%), para que os fiéis pressionem a igreja a revogar o celibato obrigatório (64%) e para que a ela reconsidere a lei do celibato (77%). Apenas seis dos entrevistados conhecem o livro Um Espinho na Carne, do padre Gino Nasini, que analisa o problema da má conduta do clero brasileiro.

Com referência ao celibato clerical, os padres casados declaram que essa obrigação não foi imposta por Jesus nem pelos apóstolos (89%), que é uma imposição cruel (51%) e que deve ser extinta (78%). Um deles acrescentou o advérbio gradualmente. O fato de ter uma esposa e filhos não atrapalha o exercício do sacerdócio (83%). Acreditam também que é mais fácil manter uma vida casta no matrimônio do que no celibato (63%). Uns poucos entendem que o celibato deve ser obrigatório apenas para a hierarquia (5%) ou para o clero religioso (4%).

Dos 90 padres casados, 81 continuam católicos (90%). Quase todos fazem questão de dizer que são bem católicos. Um deles escreveu, “Católico, graças a Deus”. Outro, “Católico, com alegria e fidelidade”.

Os três que não se mostram muito entusiasmados com o catolicismo explicaram: “Convicto, mas com restrições a certas infantilidades de padres e bispos”, “Católico à minha maneira” e “Católico, mas não vou à missa”. Aquele que tem restrições fez questão de acrescentar: “A igreja precisa cair na real, ser objetiva, natural e verdadeira, mais ligada ao evangelho e menos jurídica, formalista e exclusivista, com ares de absoluta!” Esse padre casado tem 74 anos e exerceu o sacerdócio de 1957 a 1969. Dos nove restantes, três não deram nenhuma informação, dois não professam nenhuma religião, um tornou-se ateu, um foi para a Igreja Católica Ortodoxa, outro para o protestantismo e o último para o espiritismo.Curiosamente, quase todos têm relacionamento muito bom (73%) ou bom (7%) com a igreja. Mais impressionante ainda é que apenas uns poucos guardam mágoas da igreja, da hierarquia ou do bispo (11%). Ninguém declarou odiar a igreja, mas um deles escreveu com letras maiúsculas: “NÃO DEVO ODIAR A IGREJA”.

Um dos questionários foi endereçado a um padre que, não se sabia, já havia morrido. A viúva, de 65 anos, fez questão de preenchê-lo. Ela mesma abandonou o hábito em 1978, aos 41 anos, e casou-se nove meses depois com um padre holandês 17 anos mais velho que ela. Viveram como marido e mulher até que “o Pai o chamou em 17 de junho de 1984”. Ela diz que o Martinus “era um marido, um pai, um irmão, um amigo maravilhoso”. Não tiveram filhos

Respostas de 7

  1. Quem é o autor e qual a fonte deste sólido artigo?
    Pelo estilo, parece do Pastor Elben César, Diretor da Revista Ultimato. Mas seria bom confirmar ou corrigir minha impressão.
    E citar a fonte.
    Ele vem nos acompanhando, com muita atenção e respeito há mais de 15 anos e sabe mais de Padres casados do que muitos de nós

    João Tavares

  2. Sua benção querido santo padre Bento XVI.

    Quero me colocar a disposição de vossa santidade, assim como me coloco a serviço do Reino de Deus na sua Santa Igreja.

    Santidade venho pedir por caridade fraterna em Cristo Jesus Nosso Senhor que seja olhado de melhor grado a questão dos padres casados, vejo que de maneira nenhuma iria atrapalhar a Igreja se esses homens pudesse exercer seu ministério de uma maneira honesta e sincera, pois não diminui o ministério presbiteral, simplesmente enriquece a Igreja, porque são homens que vivem santamente a vida de comunhão com Deus e com suas respectivas famílias, contrário até mesmo daqueles que não vivem de maneira adequada a vocação celibatária.
    Estamos acompanhando de perto os escândalos que a Igreja está envolvida por causa da não capacidade de muitos clérigos não viverem o celibato sacerdotal, penso que se existisse duas linhas de presbíteros, ou seja, os casados e os não casados (celibatários), talvez diminuíssem um pouco essa irreparável tragédia em que a Igreja está, porque se a pessoa que se entregou a vida sacerdotal não quiser ser celibatária ou casada, porém envolvendo-se em escândalos de pedofilia e homossexualismo, ela não pode exercer seu ministério, em função de colocar a Igreja sempre em risco e até mesmo em credibilidade em relação ao Evangelho pregado por muito desses padres incoerentes.
    Deixamos de acolher irmãos que vivem corretamente sua vida, seja ela no campo religioso, familiar, profissional, social, etc; para esconder os que estão sempre colocando a Igreja em perigo, neste caso as situações de abusos sexuais, de pedofilia e de homossexualismo. Não quero ser aqui juiz ou defensor de nenhum dos lados, pois cada um sabe muito bem o que está fazendo, ainda mais quando se trata de assuntos ligados diretamente à Igreja e a Nosso Senhor, mas será que Deus se agrada mais com a “recuperação” de homens pedófilos, homossexuais, do que daqueles que deixaram o ministério pelo simples fato da Igreja na sua linha jurídica, burocrática, dogmática, impor uma regra, neste caso o celibato? Sei que muitos de nós padres entramos para o seminário sabendo do que vai abraçar e assumir, mas olhando a caminhada da história humana e da Igreja é ora de mudar, é ora de realmente agirmos com a justiça de Deus, e esta é exatamente a justiça com amor e com misericórdia, devemos dizer um basta para os que não querem exercer seu ministério com dignidade (abusadores sexuais, pedófilos, homossexuais) e começar a dizer um sim aos que querem, ou seja, os numerosos homens de Deus que vivem santamente o ministério com alegria juntamente com o celibato e os que querem continuar exercendo com mais alegria ainda os que deixaram por causa da regra imposta pelos homens da Igreja, pois querem exercer o ministério na condição de serem homens de Deus e casados ao mesmo tempo.
    Querido santo padre, é de amor e de coração que escrevo estas palavras, pois se trata de dar um novo passo no caminho da Salvação, assim como o Sinédrio não acolheram Jesus e seus discípulos, a Igreja hoje também rejeita os irmãos presbíteros que quiseram ou que querem contrair o matrimônio. Se eles exercessem o ministério, principalmente no Brasil meu querido país, muitos lugares seriam preenchidos, muitas paróquias estariam com padres, muito lugares abandonados, neste caso o povo, estariam hoje vivendo uma feliz e semana santa, mas, no entanto, eles não têm ninguém por eles, consequentemente as igrejas protestantes e evangélicas estão dominando e pregando de livre vontade o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Enfim, querido santo padre, veja com carinho esse pedido, essa situação de nossos irmãos padres “casados”, talvez sua Santidade tenha recebido muitas cartas, muitos e-mails, muitos pedidos em relação a esse assunto, então agora é o momento; lembrando que nossos irmãos orientais vivem muito bem essa relação de padres casados e celibatários; não esquecendo ainda de que em muitos lugares do mundo tantos padres casados ortodoxos e anglicanos foram acolhidos pela Santa Sé, então, porque nossos irmãos padres “casados”, filhos da Igreja Católica Romana, não podem ser acolhidos com amor e misericórdia, quando digo isso é realmente para exercerem o ministério na Igreja do Senhor Jesus.

    Mais uma vez, sua benção.

    Paz e bem no Senhor.

    Um padre solidário com outros irmãos…

  3. Prezado Fabrício, lamentamos sua mentalidade totalmente distante do espirito evangélico e da história da Igreja. Você sabe que Jesus Cristo escolheu entre os primeiros padres – os apóstolos – 11 casados e só 1 solteiro. Você talvez não sabe que na nossa Igreja católica os padres casavam normalmente até o seculo XI, quando um papa teve a infeliz idéia de proibir temporariamente o casamento dos padres, devido à corrupção do clero. E esta proibição temporária já dura 10séculos! Leia as cartas de São Paulok onde ele fala aos padres que tenham uma só esposa e eduquem bem seus filhos.
    Convidamos você a cursar uma boa faculdade de teologia à luz do Concílio Vaticano II. Você, sem dúvida, mudará sua atual ideologia desatualizada.
    Nosso cordial abraço em Cristo Jesus e Maria.

  4. Até acredito que daqui uns 200 ou 300 anos a Igreja de Roma comece a pensar na situação destes grandes homens de Deus, chamado por Deus para exercer o sacerdócio intituido por Jesus, mas vetado por vontade humana, só porque vivem uma intituição Divina que é bênçao do Casamento. ENQUANTO NAO CHEGA ESSE DIA O JEITO É FAZER O QUE EU FIZ: OBEDECER A PALAVRA DE DEUS E EXERCER MEU MINISTÉRIO NUMA IGREJA CATÓLICA RENOVADA COMO A QUE PARTICIPO. Um abraço a todos

  5. Os homens fazem suas doutrinas, não tem nada a ver com Àquele que deu o ar que respiramos:Deus. O único intermediário entre o Criador e nós criaturas é Jesus Cristo, o que fêz a diferença determinado a vir aqui na terra para nossa salvação e exclarecimento do porque aqui na terra. Religião é ter um contato com o Criador: onde estiver um ou dois reunidos em meu nome Eu ali estarei.
    Se o mundo fosse depender de padres e freiras, segundo a lei do tal papa, tudo para não enriquecer os parentes após suas mortes; não existiriam mais seres humanos aqui na terra, contrariando o mandamento de Deus: Crescei e multiplicai. Formar uma família, significa continuação. Podemos servir ao nosso Criador, tendo marido, mulher, filhos, netos, etc… dentro do respeito cristão. Somos monitorizados para sempre por àquele que deu o ar que respiramos. Êle nos ama tanto, e esta aqui; não impondo ordem, deu o livre arbítrio. Porém, o colhermos plantaremos. Não vamos nos confundir. Estamos aqui na terra, por uma autoridade Sua. Breve muitas mentes serão abertas, e sentirão como Êle é o dono de tudo e de todos e mesmo assim, não impina o nariz. Que Deus maravilhoso! Religião é a união entre todos nós. Mais uma vêz repito: Jesus Cristo, fêz a diferença! Obrigado Senhor, por esse amor infinito. Êle vive! e está no meio de nós! O único culpado pela pedofilia é àquele que criou êssa loucura, e tentam confundir a mente de pessoas ingênuas dizendo que estão seguindo Jesus Cristo. Com Deus não se brinca! Ninguém pode se comparar a Jesus Cristo, o único intermediário entre Deus e nós. A minha religião é Cristã. Me unirei a todos que acreditarem que Jesus fêz a diferença aqui na terra.

  6. cada pessoa e abençoada com um dom, ta de brincadeira que você acha mesmo que todos poderiam ser padres ou freiras. todos sabemos das dificuldades do casamento e do ministério sacerdotal,nao tem como conciliar as duas coisas.e a coisa mais linda ver um padre que segue seu ministério com verdade e convicção.

  7. http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/277

    Esta á a fonte deste e de mais uma dezena de bons artigos sobre os padres casados do Brasil, num consistente Dossiê preparado em julho de 2002, por ocasião do XIV Encontro Nacional do MFPC, em S. Luís – MA.
    Foi elaborado por nosso amigo pastor Elben César, de Minas Gerais, sob a forma de Dossiê na Revista ULTIMATUM, ed. 277, de julho de 2002 .

    Ele enviou uns pacote de 150 cópias da sua excelente revista ULTIMATUM, que foram distribuídas por todos os participantes do XIV Encontro nacional.
    Além disso, enviou para os 1.290 endereços do nosso Catálogo de 1998.

    Entendo que se trata de um excelente material que vale a pena ler. Abaixo os títulos dos capítulos do Dossiê. A meu ver este é um dos melhores trabalhos que conheço no brasil sobre a problemática dos padres casados, celibato, etc…

    Títulos dos artigos:
    Do escândalo à Reforma ;
    Escândalos sexuais na história do povo de Deus segundo a Bíblia ;
    Escândalos sexuais do clero católico romano segundo a imprensa mundial ;
    O que está primeiramente por trás dos escândalos de toda ordem (não só sexuais) e de todo mundo (não só dos padres);
    Livres da ditadura da carne ;
    Gino Nasini – chegou a hora de reagir O que fazer com o padre pedófilo ;
    Uma reforma religiosa de 500 em 500 anos ;
    Marcos Noronha – tudo no mundo tem duas histórias: a que se vê e a que anda escondida em veios ocultos ;
    Espiritualidade e sexualidade são complementares e não excludentes ;
    Do obrigatório ao opcional ;
    O ideal do celibato ;
    Não há esperança para o celibato opcional ;
    Carta do Coordenador da Associação dos Padres Casados de Porto Alegre ao Papa João Paulo II ;
    Geraldo de Moura – a abolição do celibato depende de uma pena, de dois dedos e de três letras ;
    Nonato Silva– o celibato (voluntário) foi feito para o homem, e não o homem para o celibato (obrigatório) ; Celibato na boca de padres casados ;
    Quem são os padres casados? ;
    Não é bom que o homem esteja sozinho (pesquisa com padres casados);
    Áureo Kaniski – João Paulo II nunca nos acolheu como pai queridoIvana Coldebella – o padre e eu ; Desabafos de padres casados ;
    “Eunucos por causa do reino dos céus”

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