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Os 70 anos da Revolução Comunista na China. Artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  • 29/09/2019
  • 21:01
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EcoDebate – 28 Setembro 2019 – Foto: Daqui

 “O governo deXi Jinping deseja comemorar os 100 anos do PCC em 2021 e tem um plano para fazer da China o país mais avançado do mundo até 2049, quando do aniversário de 100 anos da Revolução Comunista.
O plano tem parte de uma realidade que o país já é a fábrica do mundo e a campeã da produção de bens manufaturados. Com a política ‘Made in China 2025‘ o país pretende alcançar a produção de bens mais sofisticados e de maior valor agregado, se igualando na liderança da ciência e da tecnologia.

Até 2035, a China pretende se destacar entre as grandes economias mundiais. Em 2049, o ‘Império do Meio‘ pretende liderar o mundo no conjunto das manufaturas e no que há de mais avançado na ciência e tecnologia”, escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 27-09-2019. 

Eis o artigo.

“A revolução não é um convite para um jantar” – Mao Tse-Tung

No dia 01 de outubro de 1949, depois de uma longa marcha e do acúmulo de uma série de vitórias parciais, o líder do Exército de Libertação Popular e do Partido Comunista Chinês (PCC), Mao Tse-tung, proclamou, em Pequim, na Praça Tiananmen, a República Popular da China.

Em seguida, Chiang Kai-shek, do kuomintang (Partido Nacionalista Chinês) se refugiou em Taiwan e proclamava a República da China.

 

 

Os 70 anos da Revolução Comunista na China, grosso modo, podem ser divididos em duas partes:

  • um fracasso nos primeiros 30 anos
  • e um sucesso nos 40 anos seguintes.

Entre 1949 e 1979 a China viveu um período de grande turbulência, com muita fome, já que o povo chinês não foi “convidado para um jantar”.

Nas três primeiras décadas o gigante asiático

  • se isolou do mundo,
  • regrediu em termos econômicos
  • e viveu três momentos cruciais: o “Grande salto para a frente”, a “Revolução Cultural” e a “Camarilha dos quatro”.

O “Grande salto para a frente”

  • foi uma política lançada por Mao Tsé-Tung entre 1958 e 1960,
  • que visava transformar a China Comunista em uma nação desenvolvida e socialmente igualitária em “um salto” (curto tempo), acelerando a industrialização urbana.

Porém,

  • o processo de industrialização fracassou,
  • consumiu muitos recursos da área rural
  • e provocou uma grande fome e uma das maiores mortalidades da história.

As mortes ocorridas neste período são estimadas entre 20 e 50 milhões de óbitos, um número tão grande que provocou uma redução da esperança de vida da população mundial. Segundo a Penn World Table, a renda per capita da China, em poder de paridade de compra, era de US$ 883 em 1953 e caiu para US$ 834 em 1962.

A “Revolução Cultural”

  • ocorreu principalmente na década de 1960 (mas se prolongou até a morte de Mao)
  • e foi uma reação aos críticos da linha adotada pelo comitê do Partido Comunista e aos críticos do “Grande salto para a frente”.
  • Para se manter no controle do Partido e do Estado, Mao Tse-tung incentivou o culto à personalidade e a difusão do “Livro Vermelho”, com citações de Mao.

Os alvos da Revolução Cultural foram

  • os membros do partido que mostravam alguma simpatia com o Ocidente ou com a União Soviética,
  • a burocracia estatal,
  • os intelectuais
  •  e todo o conhecimento consolidado
  • e as políticas públicas na área de educação, saúde, etc.

O sectarismo manteve a China pobre e isolada.

 

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Xi Jinping – Foto: DAQUI

Depois da morte de Mao Tsé-Tung, em 9 de setembro de 1976,

a chamada “Camarilha dos Quatro”, composta por Jiang Qing (esposa de Mao Tse-tung), Zhang Chunqiao, Wang Hongwen e Yao Wenyuan,

  • tentaram dar continuidade à Revolução Cultural e ao isolamento do país,
  • mas foram derrotados, abrindo espaço para a ascensão das forças reformistas.

Ainda segundo a Penn World Table, a renda per capita da China ficou praticamente estagnada entre 1966 e 1976, passando de US$ 1119 para US$ 1210. Nos primeiros 30 anos da Revolução, a renda per capita chinesa era uma das mais baixas do mundo.

 

Entre 1976 e 1978 o poder na China mudou de mãos e de orientação.

O novo líder, Deng Xiaoping (1904-1997), assumiu as rédeas do PCC e introduziu uma série de reformas, que ficaram conhecidas como a “segunda revolução”,

  • provocando uma completa transformação do país,
  • que abandonou o coletivismo comunista
  • e assumiu uma feição mista, conhecida como “Socialismo de mercado” ou “Capitalismo de Estado”.

A partir de 1978 a China

  • dá realmente um grande salto para a frente
  • e se torna a primeira economia mundial (medida em poder de paridade de compra),
  • transformando o experimento dos últimos 40 anos
  • em o maior e mais rápido exemplo de sucesso da história econômica mundial.

Em 2016, a renda per capita chinesa ultrapassou a renda per capita brasileira.

O gráfico abaixo, com dados do FMI, mostra como

  • a China saiu de uma situação de irrelevância econômica,
  • cresceu e deslocou os EUA da posição de maior economia do mundo.

Em 1980, o PIB dos EUA representava 21,6% do PIB mundial, enquanto o PIB da China representava apenas 2,3% (os EUA tinham uma economia quase 10 vezes maior). O PIB do Brasil representava 4,4% da economia global (o PIB do Brasil era quase 2 vezes maior do que o da China).

Mas o quadro mudou totalmente nos últimos 40 anos. Em 2014,

  • a economia chinesa superou a economia americana e em 2020,
  • o FMI estima que o PIB da China representará 19,7% do PIB mundial e o PIB dos EUA apenas 14,8%.
  • Nunca na história um país galgou crescimento tão rápido e expressivo.

A renda per capita da China (em poder de paridade de compra, a preços constantes), em 1980, segundo dados do FMI,

  • era de US$ 722
  • contra US$ 790,00 do Burundi,
  • US$ 11,4 mil do Brasil
  • e US$ 29,1 mil dos EUA.

A renda per capita da população brasileira era 16 vezes maior do que a da população Chinesa e a americana era 40 vezes maior.

Mas em 2020,

  • a renda per capita chinesa (com US$ 18 mil) atinge um nível maior do que a renda per capita brasileira (US$ 14,8 mil),
  • sendo que a dos EUA está em US$ 57,2 mil.
  • Portanto, o chinês médio já ganha mais do que o brasileiro, embora tenha, atualmente, uma renda 3 vezes menor do que a do americano médio.

Em termos demográficos, a população da China era de pouco mais de meio bilhão de pessoas em 1950 e deve atingir o pico de 1,44 bilhão de habitantes em 2029. A partir de 2030 haverá decrescimento populacional e a China deve chegar em 2100 com uma população de pouco mais de 1 bilhão de pessoas. A população em idade ativa que estava em 1 bilhão de potenciais trabalhadores em 2015 já está em declínio e deve se reduzir para a metade até o final do século.

 

Quem dita o ritmo de crescimento e de redução populacional é a taxa total de fecundidade (TFT). O gráfico abaixo mostra que a TFT estava em 6 filhos por mulher na época da Revolução Comunista e caiu na década de 1950. Porém,

  • com a alta mortalidade ocorrida na época do “Grande salto para a frente”
  • e com o caos econômico, social e político ocorrido durante a “Revolução Cultural”
  • a TFT voltou a subir e ficou em 6,5 filhos por mulher no quinquênio 1965-70.

Todavia, o alto crescimento demográfico dificultava a luta para a redução da pobreza e, no início dos anos de 1970, ainda na época de Mao Tse-tung,

  • foi lançada a política “Mais Tarde, Mais Tempo e em Menor Número” (em chinês: “Wan, Xi, Shao” e em inglês: “later, longer, fewer”)
  • que incentivava as mulheres a terem o primeiro filho em idades mais avançadas,
  • que mantivessem um espaçamento maior entre os filhos
  • e que limitasse o tamanho da prole, adotando um tamanho pequeno de família.

A política “Wan, Xi, Shao” foi um sucesso e a taxa de fecundidade caiu de mais de 6 filhos para menos de 3 filhos em 1980. Tudo indicava que a fecundidade continuaria caindo. Porém, um governo autoritário não costuma respeitar as livres escolhas e os direitos sexuais e reprodutivos.

  • No bojo das reformas implementadas por Deng Xiaoping em dezembro de 1978,
  • foi instituída a “Política de filho único”,
  • a iniciativa controlista mais draconiana da história da humanidade.

Em consequência, mesmo com a maior parte da população vivendo no meio rural, a fecundidade continuou caindo e a TFT ficou abaixo do nível de reposição no quinquênio 1990-95 (com 1,9 filho por mulher) e se manteve ao redor de 1,6 filho por mulher entre 2000 e 2015. Ou seja, depois de cerca de 35 anos de “Política de filho único” a TFT chinesa permanece baixa e o número de nascimentos anuais caiu de pouco mais de 30 milhões no quinquênio 1965-70 para cerca de 17 milhões de bebês na atual década (2011-20).

 

 

Para o demógrafo Baochang Gu,

  • embora tenha havido exceções, especialmente na zona rural e entre minorias étnicas,
  • a regulamentação rigorosa do filho único foi mantida até novembro de 2013,
  • quando se permitiu que um casal tivesse um segundo filho, no caso de algum dos cônjuges fosse filho único.
  • Em outubro de 2015, foi permitido a todos os casais terem o segundo filho.
  • Em 2018 foram eliminadas as restrições ao número de filhos desejados.

Contudo, a baixa taxa de fecundidade veio para ficar, pois a flexibilização não implicou em um surto de nascimentos. Em 2016, imediatamente depois que se permitiu o segundo filho, nasceram 17,9 milhões de crianças, de acordo com a Agência Nacional de Estatísticas. Apenas 1,3 milhão a mais do que em 2015 e metade do que o Governo previa. Já em 2017, o número de nascimentos foi ainda menor, 17,2 milhões de novos bebês, muito abaixo dos 20 milhões estimados pelas autoridades. Em 2018, o número de nascimentos voltou a cair.

O fato é que a China adotou o modelo de

  • baixo crescimento demográfico
  • e alto crescimento econômico,
  • possibilitando o aumento da renda per capita
  • e a retirada de cerca de 1 bilhão de pessoas da extrema pobreza.

O crescimento foi tão espetacular que muita gente se refere aos últimos 40 anos como o “milagre chinês”.

Evidentemente, nem tudo são flores.

  • O custo ambiental do sucesso chinês foi dramático.
  • A China é o maior poluidor do Planeta
  • e campeão absoluto da emissão de gases de efeito estufa.
  • A Pegada Ecológica chinesa é muito mais elevada do que a Biocapacidade e o país tem um alto déficit ambiental.

Problemas como o da febre suína (um vírus altamente contagioso, sem cura conhecida, e com uma taxa de sobrevivência quase nula para os porcos infectados) aconteceu na África e se espalhou na China, que é a maior produtora e consumidora de carne suína do mundo.

O país é responsável por mais da metade da população global de porcos. O Departamento Nacional de Estatística do país diz que a população de porcos caiu em quase 40 milhões, para 375,3 milhões, em relação ao ano anterior, devido ao surto de febre suína. Mas a epidemia pode dizimar cerca de 200 milhões de porcos.

Isso teria um impacto negativo sobre a economia chinesa, uma vez que os preços da carne suína contribuem de forma importante para seus níveis de inflação e os preços da carne suína na China poderão subir mais de 70% no segundo semestre deste ano.

Isto poderá ser a centelha de muitas manifestações populares e, certamente, vai atrapalhar a festa dos 70 anos da Revolução Chinesa.

Em termos políticos

  • a China é uma ditadura de partido único,
  • com controle da mídia e com grande controle da Internet e das redes sociais.

Em 1959, houve a intervenção no Tibete, que restringiu a autonomia local e provocou o exílio do líder espiritual Dalai Lama, há 60 anos.

Em 1989, o governo de Pequim reprimiu violentamente as manifestações populares na Praça Tiananmen.

Na China

  • não há liberdade religiosa
  • e diversas religiões sofrem com a repressão do Estado.

Os povos Uigures, de Xinjiang,

  • uma minoria muçulmana que fala um idioma próximo do turco,
  • têm denunciado que um milhão de pessoas estavam sendo tratadas como “inimigos do estado”,
  • sendo vítimas de “aprisionamento em massa” em “centros de contra extremismo”.

Agora em 2019, o PCC ameaça reprimir as manifestações populares em Hong Kong.

  • Quatro meses de espetaculares manifestações na ilha estão atrapalhando os preparativos para a festa dos 70 anos da Revolução.
  • Cerca de 20% da população de Hong Kong (mais de 1,5 milhão de pessoas) foram para as ruas no dia 18 de agosto,
  • pedindo democracia
  • e mostrando que não será fácil esmagar as manifestações democráticas.

A situação se agrava especialmente para os honcongueses que não querem ser plenamente chineses. A despeito da riqueza de Hong Kong,

  • tudo está cada vez mais caro na cidade,
  • a desigualdade social aumenta e os jovens sofrem com a falta de mobilidade social ascendente.
  • Acima de tudo, a população de Hong Kong não aceita o modelo autoritário da República Popular da China.

A linha dura de Xi Jinping em relação a Hong Kong

  • acende o alerta para o caso de Taiwan
  •  e reduz ainda mais a chance de uma unificação pacífica das duas Chinas.

A China continental parece abandonar seus esforços para conquistar corações e mentes em Taiwan e incrementou constantemente suas capacidades militares, gerando medo que possam ser usadas. Isto provocaria uma guerra com os EUA, jogando as duas potências na Armadilha de Tucídides.

Cabe ressaltar,

  • que apesar de todo o progresso econômico – embora com restrição da liberdade individual e ameaça de um conflito internacional –
  • a China ainda é um país de renda média e pode apresentar dificuldade para dar o salto para um país de renda alta.

O envelhecimento populacional e o fim do bônus demográfico vão dificultar a continuidade do crescimento econômico nas próximas décadas, enquanto cresce no mundo as resistências contra as políticas mercantilistas do país. O cenário é de dificuldades internas e externas.

Contudo, o governo de Xi Jinping deseja comemorar os 100 anos do PCC em 2021 e tem um plano para fazer da China o país mais avançado do mundo até 2049, quando do aniversário de 100 anos da Revolução Comunista (ver figura abaixo). O plano tem parte de uma realidade que o país já é a fábrica do mundo e a campeã da produção de bens manufaturados.

Com a política “Made in China 2025”

  • o país pretende alcançar a produção de bens mais sofisticados e de maior valor agregado,
  • se igualando na liderança da ciência e da tecnologia.

Até 2035, a China pretende se destacar entre as grandes economias mundiais.

Em 2049, o “Império do Meio”

  • pretende liderar o mundo no conjunto das manufaturas
  • e no que há de mais avançado na ciência e tecnologia.

 

Todavia, o caminho para a hegemonia global não será fácil, pois haverá pressões externas e internas.

  • A guerra comercial e cambial entre os EUA e a China é só uma parte do problema que ocorre com a ascensão da China no cenário do poder mundial.
  • Internamente, existem muitas manifestações contra o autoritarismo e o centralismo do PCC.
  • O desacoplamento da “Chimerica” vai trazer dificuldades.

O desequilíbrio na razão de sexo

  • deixou milhões de homens sem parceiras na idade de casar
  • e o envelhecimento populacional será muito rápido e intenso,
  • aumentando a razão de dependência demográfica.

Enfim, os 70 anos da Revolução Chinesa foram marcados

  • por muito sofrimento (de 1949 a 1978)
  • e por muito progresso (entre 1978 a 2019).

A China tem mostrado vontade e capacidade para deixar para trás a miséria e o subdesenvolvimento. O país tem demonstrado determinação para realizar grandes obras, como a do novo Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing – conhecido como estrela-do-mar, inaugurado uma semana antes da data de aniversário dos 70 anos da Revolução de 1949.

Mas o caminho para se tornar uma potência internacional,

  • com alto padrão de vida para a população
  • e com respeito ao meio ambiente
  • não será tranquilo e sem obstáculos.

A China adota o modelo conhecido como “Consenso de Beijing” que se opõe ao modelo liberal conhecido como “Consenso de Washington”.

Até recentemente

  • os cientistas políticos consideravam que um país só atinge alto nível de desenvolvimento socioeconômico se adotar os princípios do regime democrático.
  • Porém, a China está prestes a se tornar um país desenvolvido e com liderança tecnológica,
  • mesmo sendo um regime autoritário e com alto grau de controle da mídia e das redes sociais.

O Império Soviético também comemorou 70 anos. Mas caiu logo em seguida.

Contudo, o “Império do Meio” Vermelho

  • pensa no longo prazo
  • e já vislumbra um horizonte de sucesso em 2049,
  • nos 100 anos da Revolução Comunista Chinesa.

Resta saber se conseguirão chegar aos píncaros

  • sem grandes atritos com a comunidade internacional,
  • sem grandes revoltas no território nacional
  • e sem a destruição da base ecológica,

que é a condição necessária para o florescimento de qualquer civilização.

Referências:

ALVES, JED. A ascensão da China, a disputa pela Eurásia e a Armadilha de Tucídides. Entrevista especial com José Eustáquio Diniz Alves, IHU, Patrícia Fachin, 21 Junho 2018

ALVES, JED. China, nova potência mundial Contradições e lógicas que vêm transformando o país. Revista do Instituto Humanitas Unisinos (IHU), China, nova potência mundial: Contradições e lógicas que vêm transformando o país. São Leopoldo, Nº 528, Ano XVIII, 17/9/2018 pp 51-58

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José Eustáquio Diniz Alves

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/592980-os-70-anos-da-revolucao-comunista-na-china-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves

https://www.ecodebate.com.br/2019/09/27/os-70-anos-da-revolucao-comunista-na-china-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

 

 

Leia mais:

  • China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país. Revista IHU On-Line Nº 528
  • China: a nova potência mundial?. Revista IHU On-Line Nº 104
  • “A maior transformação econômica dos últimos 250 anos”. China tende a assumir a hegemonia mundial e a liderança do comércio de tecnologia. Entrevista especial com José Eustáquio Alves
  • A crise sistêmica e a ascensão chinesa. Entrevista especial com Bruno Hendler
  • A economia chinesa como alternativa ao Consenso de Washington. Entrevista especial com Luis Antonio Paulino
  • A participação da ASEAN e da América Latina e Caribe na economia global
  • População da China: bônus demográfico e envelhecimento
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