O ESPÍRITO DIZ: SAIAM DO DESERTO E PROCLAMEM NAS PRAÇAS DAS CIDADES!

O Espírito levou João Batista a pregar no deserto durante algum tempo. Depois deu-lhe ordens para que saísse do deserto, e fosse apregoar o arrependimento e o batismo nas praças de Jerusalém.

O Espírito está a dar uma ordem semelhante aos padres casados: saiam do vosso deserto, e apregoem o celibato opcional na ICAR, na Praça de São Pedro em Roma, e nas praças de vossas cidades.

O Espírito Santo para agir na igreja, faz uso dos filhos de Deus onde Ele habita – 1ª Coríntios 6.19. Há cristãos que já não crêem na atuação do Espírito entre o povo de Deus. Mas o Espírito ainda é crido, e experimentado por muitos. Estes o percebem, o sentem, o ouvem. Estes corajosamente declaram: “Eis-me aqui envia-me a mim”! – Isaías 6.8.

Tenho estado a servir ao Mestre já há três décadas. Já presenciei vários momentos de escolha duma nova liderança na igreja. Vi que nem sempre os filhos de Deus confiam nesta tarefa ao Espírito. E quanto maior o poder do cargo, maior é a política e até a politiquice na eleição. No Vaticano, tais lutas alcançam o seu auge, pois trata-se da liderança da maior igreja cristã do mundo.

Ali, literalmente, vota-se simultaneamente, num líder eclesiástico e num chefe de estado. Vota-se num cardeal, elege-se um papa, e coroa-se um novo rei. Achar que ali não há política nem politiquices, é ser ingênuo. Perdoem-me os irmãos mais puritanos a minha frontalidade. Mas Deus o sabe que assim é. O seu pároco também o sabe.

Neste contexto medonho, só consigo vislumbrar duas hipóteses de o Espírito conseguir ter liberdade para agir, e por fim, implementar na ICAR, as mudanças indispensáveis e urgentes, para melhorar o testemunho da igreja.

Primeira, se o papa quebrar o “protocolo” e resolver obedecer à voz do Espírito Santo. Como o fez o saudoso João XXIII, ao convocar EM SEGREDO o Concílio Vaticano II.

Segunda, se o povo de Deus sair às ruas e às praças, a exigir -de baixo para cima- as mudanças que já deveriam ter sido implementadas há mais de 200 anos atrás, como disse o cardeal Martini. Em ambas as hipóteses, o Espírito busca homens e mulheres corajosos, que tal como Pedro, não tenham medo de desafiar a hierarquia romana, optando antes por obedecer a vontade de Deus – Atos 4.19, 20.

Se entretanto, os filhos de Deus se acovardam, se não saem de seus negócios, de seus gabinetes, de suas escrivaninhas, de suas cátedras e/ou das suas paróquias, para irem até Roma, e lá, com fé, coragem, e ousadia no Espírito, exigirem da hierarquia que tornem o celibato opcional, talvez, nada aconteça.

Nunca acontecerá nada, se não mudarmos a forma de atuação, se não levarmos os nossos movimentos para as ruas, para as praças e para o Vaticano. Se não pararmos de atuar apenas no deserto do espaço não público. Temos que mudar. “Você deve ser a mudança que você deseja ver no mundo.” – Gandhi.

O Espírito desafia os padres casados a saírem do deserto, a terem coragem de abandonar este medo secular da hierarquia. A Abandonar também, um certo respeito clerical inapropriado, por quem já os renegou com papel passado em cartório canônico. Por quem os trata como “cachorrinhos amarrados numa trela muito curta”, e ainda assim, pasmem-se todos, tais “cachorrinhos ainda balançam seus rabinhos” a pedir migalhas. É simplesmente inacreditável não é ?! Basta! Deus está dizendo: Basta!

O ESPÍRITO DIZ EXPRESSAMENTE ao MFPC do Brasil, e à Fraternitas em Portugal: SAIAM DO DESERTO E PROCLAMEM NAS PRAÇAS DAS CIDADES QUE É DA VONTADE DE DEUS, QUE HOJE O CELIBATO NA ICAR SEJA OPCIONAL. Sintam-se desafiados a se dirigirem à Praça de São Pedro, e ali montar “um acampamento” com cartazes dizendo: SANTO PADRE DEUS DIZ BASTA, FIM DO CELIBATO OBRIGATÓRIO JÁ! Sejamos instrumentos nas “mãos” do Espírito. Instrumentos que trarão paz a milhares, ao ser decretado o celibato opcional. “Oh Mestre fazei-nos instrumentos de vossa paz.” – São Francisco de Assis.

Queridos irmãos padres casados: Não sou eu, mas sim o Espírito quem vos convoca! Por acaso Ele já não lhes falou este mesmo desafio tantas vezes, nas vossas orações? Tenho certeza que sim! É Hora de lutarmos pela libertação dos milhares de padres no ativo, que vivem em pecado, amasiados e amargurados. Dos milhares de mulheres que são amantes de padres, mas querem mesmo é ser esposas. Dos milhares de filhos de padres, bispos, cardeais e até de papas, que se sentem rejeitados e excluídos neste mundo – muitos já se suicidaram.  Isto não vos toca irmãos? De todo não vos toca? Toca muito no Espírito Santo! Deveria tocar em todos nós!

É Hora de obedecer ao Espírito, de lutar e alcançar a mais que legítima liberdade, de exercer o sacerdócio livremente como um homem de Deus casado. A Mais que legítima e santa liberdade de constituir uma família, mesmo sendo um padre, e poder continuar a exercer o sacerdócio com sua esposa, como um casal sacerdotal. É Vontade de Deus. Que se cumpra! Padres casados, levantai-vos, acordai!

Quem tem ouvidos ouça, o que o Espírito diz à igreja!

Campos de Sousa

Sacerdote Casado Batista – Missionário em Portugal desde 1998

Filósofo, Teólogo e Fundador do Movimento Fim do Celibato Já: http://fimdocelibatoja.blogspot.pt/

Fonte: Enviado pelo autor

 

Respostas de 3

  1. Amigo Giba,
    A Foto ficou óptima.
    Gostaria de saber porquê para fazer parte do MFPC, tem que pintar o cabelo de branco, é que reparei que a maioria dos irmãos na foto o fizeram…rsrsrs.
    Se isto for um pré-requisito, vai ser difícil para mim, pois quase já não tenho cabelo…rsrsrs.
    Abraço.
    Campos de Sousa

  2. Belo artigo.Concordo em genero, número e grau. Acho que havendo uma maior divulgação da existência de padres casados que assim o fizeram para somar e não subtrair, como alguns pensam : ” Um padre casado não teria tempo para os fiéis”. “Sua esposa cobraria atenção e tempo para ela”.
    Talvez isso acontecesse em alguns casos, mas não acredito que seria a regra. Falo por mim. Tenho um relacionamento com um padre e eu mesma faço questão de conversar com ele somente quando sei que não tem algum compromisso.
    Primeiro porque já o conheci sendo padre e desde sempre estive ciente da seriedade com que ele exerce o ministério .
    Segundo, porque esse amor e dedicação que ele dispensa aos fiéis foi o que primeiro me encantou nele. E por fim porque nossos objetivos são os mesmos e até por isso nos aproximamos.

    Assim sendo, havendo uma maior divulgação da realidade dos padres casados acredito que a maioria das pessoas aprovaria e entenderia que sendo católico e querendo divulgar a própria Fé e espalhar a palavra de Jesus e obter um mundo melhor, nada como se unir à causa. Desculpem se não soube colocar bem alguma idéia devido ao fato de ser leiga. Mas uma leiga que não só quer sair da clandestinidade, mas acima de tudo: Quer um mundo melho. Abraços a todos.

  3. Luz, saudações em Cristo.
    Grato pelo seu comentário.
    Apenas queria dizer que, o padre com quem te relacionas, também pode (e deve) atuar, agir, trabalhar no sentido de levar esta causa do celibato opcional a ser aceite na ICAR.
    Sei muito bem que, há um medo quase de morte por parte dos padres, de demonstrarem suas opiniões e verdadeiras opções quanto ao tema. Tem medo de serem excomungados, perdendo o ministério e condições afins.
    Mas veja bem a posição dos padres da Áustria, veja o site: http://www.pfarrer-initiative.at/
    Estes padres austríacos são padres que estão no ativo na ICAR, eles perderam o medo e estão a exigir da igreja uma mudança radical, entre as quais, o fim do celibato obrigatório.
    Os padres no Brasil e em Portugal, que tem companheiras – como o seu padre tem você – deveriam ter um pouco mais de fé e coragem, e, pelo menos, tornarem-se sócios do MFPC no Brasil e da FRATERNITAS em Portugal, pois, engrossar o número de sócios destas frentes, com padres no ativo, seria uma forma de apoiar minimamente a causa, e não há nenhum artigo do direito canónico que fundamentasse a excomunhão do ministério por causa disto.
    Fica a sugestão.
    O Que é preciso, é que os padres que estão no ativo, dos quais 50% tem companheiras, passem a apoiar efetivamente esta causa, pois é também a causa deles, e não apenas dos padres que pediram a redução ao estado laical para casar. Concordas ?
    Deus a ajude. Romanos 8.31,32
    Campos de Sousa

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