Comunicado do MFPC – Movimento das Famílias dos Padres Casados – Brasil
Hoje, dia 28 de fevereiro, nossa Igreja católica fica sem Papa.
Bento XVI renunciou, em parte por idade e cansaço, em parte por discrepâncias e disputas tremendas na equipe do Vaticano.
Isolado e desobedecido, o Papa não sentiu condições de continuar no timão da barca de Pedro.
Abdicou, na esperança de acabar com os escândalos da equipe a seu redor.
Que o novo Papa, escolhido e inspirado pelo Espírito Santo, sabedor de tudo que acontecia nas salas, corredores e cubículos da Santa Sé, tenha pulso e estratégia para uma autêntica e necessária renovação da Igreja, na cúpula e nas bases.
E que olhe, também, com carinho e responsabilidade para os mais de 150 mil padres casados no mundo, abrindo-lhes opções mais dignas e humanas do que as atuais.
E que não esqueça os muitos milhares de mulheres amantes e esposas de fato e os filhos escondidos de padres, não assumidas e assumidos por eles.
Como pode um papa e bispos no mundo inteiro saberem destes casos e fazerem de conta que o problema não existe?
E, por que motivo, em nome de que Deus ou de que valor humano, transferem esses padres para outras dioceses ou até para outros países?
A dor e o abnandono real dessas mulheres exploradas e desses filhos órfãos de sacerdotes vivos e no ministério, clamam ao céu.
Vale mais o celibato, ou o princípio básico, humano e cristão, de cuidar de sua mulher e de seus filhos?
Todos os animais cuidam dos filhos que geram, menos alguns seres humanos, inclusive muitos padres e alguns bispos…
Finalmente, fazemos votos para que o novo papa olhe, também, para as mulheres, equiparando-as aos homens na responsabilidade e na liderança dos serviços eclesiais, inclusive no diaconato, no sacerdócio e no episcopado. Como faria Jesus Cristo hoje.
Uma resposta
espero que todos os padres e bispos casados e os que estão vivendo irregularmente no ministério assinem esse comunicado e o enviem ao novo Papa.