Crescer, atualizar, aperfeiçoar ações, obras e doutrina são clamores, anseios e necessidades da Igreja Católica. Passou da hora a alta hierarquia discutir e ouvir atentamente religiosos consagrados da base.
Religiosas também poderiam ministrar os sete sacramentos, incluindo eucaristia e confissão. Padres e religiosas que casaram teriam permissão de continuar a exercer seu ministério integral na Igreja.
Não são pontos de vista pessoais. Há uma crise moral em expansão, por conta da deformação religiosa nos meios de comunicação. Milagres, curas e soluções de problemas financeiros são meras exibições, espetáculos, irrealidade perigosa.E mais: são clichês, estelionatos, fraudes contra a fé, ingenuidade, exploração da ignorância e desespero de quem acredita. Jesus sofre, por ver gente se enriquecendo por usar seu nome em vão.
Nós precisamos de padres, casados ou não, que cativem pela sua força interior, humildade e santidade. Casados ou não, eles são legítimos representantes de Cristo. Sua missão é aproximar gente de gente e, consequentemente, gente de Deus.
Às vésperas da escolha de novo Papa, a humanidade está acordada, de prontidão para celebrar a renovação dentro e fora da Igreja Católica. Que o Espírito Santo inspire e indique um Papa capaz de fisgar o coração e a alma de crianças, jovens e adultos, independente do credo que seguem.
As carências mais patentes não são limitações de dinheiro, terras, tecnologias, habitações, mas falta de diálogo, coragem e renovação doutrinária. Casados ou não, padres, religiosos e religiosas tem formação, habilitação e capacidades suficientes para trabalhar e viver materialmente bem, por meio de esforços, dedicação e persistência.
A hierarquia superior da Igreja precisa respeitar as opções morais e dignificantes de cada ser humano. A renovação que tanto se espera da Igreja é novo elo que vai revigorar a dimensão humana e espiritual do povo faminto de Deus.
Vida, amor, caridade, obras, comunicação, educação, esperança e espiritualidade são essencialidades, Verbo, identidade, prática cristã autêntica. Igreja Católica é eterna.
Igrejas de mercado, ricas, caem no abismo e perecem em pouco tempo. Igreja perene vence e se multiplica toda hora e lugar, quando e onde divide bens, conhecimentos e sabedoria.
Há 513 anos, o povo brasileiro tem dívida impagável às congregações religiosas, padres, missionários, irmãs e irmãos consagrados, catequistas.
Pedro Antônio Bernardi
Pedro Antônio Bernardi é jornalista, economista, professor universitário aposentado, consultor de comunicação social, palestrante, autor de livros. (pedro.professor@gmail.com)