Marco Feliciano diz que Judith Butler não é bem-vinda ao país
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Jarbas Aragão – 28/10/2017 – Foto: formosogospel
Em 2015, a norte-americana Judith Butler esteve no Brasil, e apenas um pequeno grupo da TFP (Tradição, Família e Propriedade) protestou. Considerada a criadora do conceito da “ideologia de gênero”, a doutora em Filosofia pela Universidade Yale e professora de Retórica e Literatura Comparada da UC Berkeley, vem defendendo que gênero é uma construção social desde 1988, quando lançou o livro Performative Acts and Gender Constitution, inédito no Brasil.
Dois anos mais tarde publicou sua obra mais conhecida, “Problemas de Gênero, Feminismo e Subversão da Identidade”, onde afirma que seria necessário “desconstruir as ligações entre sexo e gênero”, ignorando a biologia, pois os gêneros são “flexíveis e de flutuação livre”.
Corta para 2017 e vemos que existe uma petição na Internet pedindo que o SESC Pompeia cancele a presença de Judith Butler no seminário “Os fins da democracia”, que ocorrerá entre 7 e 9 de novembro.
Até o momento são mais de 120 mil assinaturas de brasileiros insatisfeitos com a presença dela no país. O evento é organizado pelo Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, tudo patrocinado com dinheiro público, uma vez que a USP é mantida pelo Estado de São Paulo e o SESC com verbas federais.
Butler é lésbica e admite ser uma militante LGBT. Seus livros abordam elementos de
- psicologia,
- sociologia
- e política.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, na sua primeira vinda ao Brasil, ela disse que “[os conservadores] não entendem que o que se defende é que a justiça social não vai ser construída sem o fim da discriminação de gênero”.
Ao abordar a contrariedade das pessoas religiosas, sobretudo os cristãos, com o que ela ensina, disparou:
“Muitas pessoas cresceram em ambientes religiosos em que você é ensinado qual é o papel adequado sobre sexualidade,
- que está ligada a reprodução,
- que deve acontecer dentro da família,
- que é heterossexual.
Esse é o seu senso de realidade dessas pessoas, de seus pais e seus avôs… essas pessoas que estão raivosas não querem que o mundo mude, mas elas precisam aceitar que o mundo já mudou, independente do que elas acham.”
Como se sabe, a vinda de Judith ao país é apenas mais um capítulo na tentativa das Nações Unidas em gerar uma aceitação total da “ideologia de gênero” e ensiná-la nas escolas para as crianças de todo o mundo.
Reação política
O senador Magno Malta (PR/ES) e o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) fizeram declarações públicas, mostrando sua contrariedade com a presença de Butler por aqui. Feliciano chegou a dizer que o evento do SESC “vai fazer parecer inocentes a exposição do Santander, o peladão do MAM ou mesmo os trans da novela”. Pediu que seus seguidores protestassem na internet, que Butler não é bem-vinda no país e disse que “nossas famílias merecem respeito”.
Jarbas Aragão é professor de inglês e tradutor. Quando não está cuidado dos filhos lê, vê filme e séries. Formado em teologia, acredita que cristão precisa usar discernimento pra ver o mundo.
Fonte: http://www.formosogospel.com.br/noticias/gospel/731342
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Uma resposta
Pois é: “nossas famílias merecem respeito” diz o deputado Feliciano. Também acho. Só que, na ideologia de família dele e dos seus aliados, o papel da mulher na família parece ser: “Kinder, Kirche, Kueche” (filhos, igreja, cozinha).
A Sra. Judith Butler acha:“[os conservadores] não entendem que o que se defende é que a justiça social não vai ser construída sem o fim da discriminação de gênero”, quer dizer sem o fim da discriminação da mulher. Esta é a TEORIA de GÊNERO dela.
Agora “IDEOLOGIA de gênero” parece ser um conceito construído pela Igreja Católica, justamente para lutar contra os direitos da mulher.
O que se pretende é ensinar às crianças nas escolas que não há comportamentos, papeis, roles, tipicamente para homem (macho, futebol, profissional…) e para mulher (filhos, igreja, cozinha…).
Ninguém quer ensiná-los que podem aletoriamente mudar de gênero. Ninguém pode mudar de gênero, ou se nasceu de gênero homem ou de gênero mulher. O que esta gente mal instruída não entende, é a diferença entre gênero e sexo. Infelizmente.