Povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la

 ” … muitos estão usando a liberdade de manifestação para destruir a própria liberdade. Apenas exercendo o ódio de suas amarguras pessoais como se fossem graves problemas sociais.
E, repetindo as palavras de Che Guevara:“Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”.

 Por Edison Evaristo Vieira Junior – 31/03/2015

 No dia 31 de março de 1964, há exatamente 51 anos, o Brasil entrou em um período negro de sua história. O presidente João Goulart foi deposto pelos militares, a serviço dos EUA e do capital internacional, submetendo o Brasil a 20 anos de ditadura.

 Na época, o capital internacional e os EUA sentiram-se ameaçados com o governo brasileiro adotando políticas econômicas que iriam beneficiar o povo, com a redução das desigualdades sociais e uma economia voltada para a produção, gerando emprego e renda dentro do país.

 Além disso, o governo criou mecanismos legais que
  • obrigavam multinacionais investirem no Brasil (ao invés de enviar todo o lucro para seus países de origem)
  • e protegia os recursos naturais brasileiros da cobiça internacional.
A imprensa nacional, na época, começou a propagar um ambiente de desordem administrativa e de que o país estava a beira do colapso. E, sobretudo, que o governo estava se aproximando do comunismo e iria transformar o Brasil em uma república soviética.
A imprensa estava alinhada com o capital internacional, que os subornava financeiramente, inclusive. Aos poucos, a imprensa, alegando estar defendendo a democracia e a família brasileira, estimulou os brasileiros a irem às ruas pedir intervenção militar, pois o governo não podia se manter.
Grande parte da população acreditou que o Brasil estava sob ameaça do comunismo e que a economia estava à beira do colapso. Saíram as ruas e pediram a intervenção militar, que aconteceu, sob o total “amparo” (ou risos?) dos EUA.
 Tortura tornou-se comum na ditadura militar
A primeira medida dos militares foi liberar a remessa de lucros das multinacionais para o exterior, agradando o capital internacional e privando o país de vultuosos investimentos.zzzzz
Transformou o país num vassalo dos EUA e cumpriu à risca a cartilha econômica capitalista, deixando ricos mais ricos e pobres mais pobres. O famoso “bolo” que cresceu e nunca foi repartido.
O que o povo bradou de início os militares, no final, pediam que eles saíssem e que tudo voltasse a um ambiente democrático.Hoje, em 2015 vemos exatamente a mesma coisa acontecer.
O governo do PT, através de Lula e Dilma, promoveram reformas que transformaram o Brasil,
  • reduzindo a fome, a miséria, a desigualdade social,
  • propiciando o acesso ao ensino superior a milhões de pessoas, fortalecendo as instituições democráticas,
  • efetivando obras de infra-estrutura em todo país num ritmo jamais visto,
  • reduzindo nossa dependência tecnológica
  • e fazendo com que os  ganhos com os recursos naturais sejam voltados ao país.
Além disso, vem
  • aparelhando o país com forças armadas mais bem preparadas,
  • aliando crescimento econômico com emprego, renda e menos desigualdade social e promovendo milhares de operações contra a corrupção,
  • investigando e punindo corruptos em todas as esferas de governo
  • e restituindo dinheiro desviado aos cofres públicos novamente.
Isto é inédito no país.
Além de tudo isto, o governo tem um projeto de fazer a constituição federal e democratizar a imprensa, acabando com os grandes impérios econômicos em que se tornaram as empresas de comunicação, aproximando o povo da comunicação televisiva. E isto enfurece a imprensa.
Aproveitando-se do baixo nível educacional, do pouco conhecimento em história e do analfabetismo político em que uma grande parte da população está mergulhada, a imprensa nacional utiliza-se das mesmas táticas usadas em 1964 para desestabilizar o país, defender seus interesses econômicos e afastar o país do desenvolvimento social e do orgulho nacional.
Para isto, a imprensa estimula o sentimento
  • de que tudo no país anda mal;
  • que a economia está a beira de um colapso;
  • evita a divulgação de notícias positivas, sobretudo referente à economia;
  • tenta destruir o orgulho nacional do povo, demonstrando sempre o quanto os estrangeiros “são melhores” e nos depreciando o tempo todo;
  • evita divulgar fatos negativos sobre políticos alinhados aos seus interesses (como o PSDB, que promove uma política apátrida, anti-nacional e voltada aos interesses estrangeiros);
  • alertam sobre o perigo do Brasil se tornar uma ditadura “bolivariana” ou comunista
  • e, agora, conclama o povo para ir às ruas “em nome da democracia” para pedir a destituição da presidente Dilma e hipocritamente protestar contra a corrupção.
Mas apenas a corrupção de uns, enquanto a de outros é ignorada.
Enquanto faz uma cobertura espetacular de protestos contra o governo, ignora e mal divulga protestos contra os seus aliados e favoráveis ao governo (como a greve dos professores em São Paulo, Pará e Paraná e as manifestações democráticas em defesa do Brasil realizadas pela Central Única dos Trabalhadores – CUT)
Infelizmente vemos o povo novamente ser tratado como gado e caindo na manipulação da imprensa, se negando a ver a realidade ao seu redor e simplesmente absorvendo e reproduzindo informações disseminadas, sem nenhum senso crítico.
 
E o povo foi as ruas, praticar intolerância,
  • hostilizando os que se posicionavam contrariamente até mesmo com agressões,
  • pregando ofensas e xingamentos baixos contra a presidente,
  • exigindo o fim da corrupção e protestando ao lado de corruptos e acusados de corrupção em todo país,
  • pedindo intervenção militar,
  • exaltando torturadores,
  • pedindo intervenção estrangeira num gesto de ódio ao país e falta de patriotismo,
  • bradando palavrões e palavras de baixo calão, sem nenhum discurso político, sem nenhuma meta, sem nenhuma proposta,
  • desrespeitando as instituições democráticas e a memória daqueles que morreram e deram o próprio sangue para que no futuro outros tivessem liberdade.

Liberdade esta que muitos estão usando para destruir a própria liberdade. Apenas exercendo o ódio de suas amarguras pessoais como se fossem graves problemas sociais.
E, repetindo as palavras de Che Guevara: “Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”

Edison Evaristo Vieira Jr – 31/03/2015

 FONTE: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5190113

 

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