Hoje, neste início de uma nova etapa, nesta “Páscoa”, Cristo nos diz:
“Agora, que meus milagres foram realizados, sabeis o quanto vos amo e sabeis que não tolero que se sofra. Quero a cura de todos, mas que esta cura se produza pelo emprego de vossa inteligência, pela conquista do progresso e desenvolvimento para todos. Jamais meu ausentarei do mundo. Pelo contrário, estarei tanto mais presente quanto mais eu me tornar a força de vossa força, a inteligência de vossa inteligência, a bondade de vossa bondade.
Agora, não mais só na Palestina, mas no mundo inteiro, farei de maneira ordinária aquilo que fiz de maneira extraordinária. Farei com que os cegos vejam, os paralíticos andem, os noivos se alegrem… mas farei tudo isso de maneira ordinária. Não me peçais para permanecer visivelmente entre vós para ser vosso médico, vosso técnico… Não me peçais mais milagres; é melhor que eu parta. E, se os pagãos pedirem milagre, se os judeus pedirem sinais, não obterão outra coisa a não ser o milagre e o sinal de minha ressurreição.
Minha ressurreição: quer dizer que estou mais vivo do que vós e posso ser a vida de vossa vida… quer dizer que permaneço não só perto de vós, mas em vós. Aquilo que é para ser feito, fá-lo-emos juntos. Se aceitardes a minha mensagem, sabeis que ela se resume nisso: um só é o vosso Pai que vos ama, e sois todos irmãos; por conseguinte é preciso trabalhar pelo homem.
Compete a vós curar os cegos, dominar as forças da natureza, organizar a sociedade, destruindo as estruturas opressoras e construindo estruturas libertadoras. Sabeis que não sou um entre vós, um colega mais forte, um técnico melhor informado… Não estou entre vós, mas em vós. Não olheis para o céu, mas para este mundo que sai de vossas mãos; ele sai também das minhas. Este mundo que criais sai de mim, como o riacho sai da fonte.
Quando virdes unicamente a obra de vossas mãos e estiverdes tentados a dizer: “Fui eu que fiz isso”, lembrai-vos de meus milagres. Sabereis e reconhecereis que fui eu a fonte donde jorrou vossa criatividade.
Quanto mais crescerdes, mais o mundo se afirmará por vossas mãos e tanto mais eu me sentirei Criador.
Vós não me vereis mais, e, no entanto, nunca estive tão próximo de vós.
Nunca mais alimentarei a multidão no deserto como outrora, mas eu farei ainda quando vós tiverdes conseguido um aproveitamento melhor do solo e uma melhor repartição das riquezas.
Não me peçais para fazer sozinho aquilo que de agora em diante faremos juntos; não olheis para trás senão para vos certificardes que estou sempre convosco na frente.
Não tenho necessidade de mendigos ao meu redor. É filhos que eu quero. E qual é o pai digno desse nome que não se alegra em ver os filhos desenvolvendo todas as potencialidades, atingindo o máximo de grandeza?”