
Armínio Fraga – virtual ministro da fazenda de Aécio – pertence à nata do capitalismo financeiro desregulado. O mesmo modelo responsável por criar a segunda maior crise do capitalismo da história, a de 2008.Fraga, como se sabe, foi presidente do Banco Central de FHC, o intelectual da servidão. Antes, foi também braço direito do especulador mor e apelidado de “destruidor de países”, George Soros.
Os tucanos têm falado muito sobre política econômica, inflação e da necessidade de fazer voltar a crescer a nossa economia, que dá sinais de esgotamento de um ciclo baseado na expansão do crédito e do consumo interno.
É necessário esclarecer, botar os pingos nos is. O eleitorado precisa ter ciência de que a despeito do tucanato falar tanto em crescimento, o que propõem é o velho “choque de gestão”, de caráter claramente recessivo.
A proposta de Aécio para a economia prevê a retração dos bancos públicos, cortes fiscais e elevação severa das taxas de juros. Armínio, que quando a frente do BACEN conseguira elevar a SELIC a emblemáticos 45%, julga que o “mercado” aloca de forma mais eficiente os recursos.
Leviano, fala que os bancos públicos são capturados por interesses políticos e devem, por essa razão, ser reduzidos a não muita coisa.
Gostaria que ele explicasse como o BNDES, terceiro maior banco do mundo, consegue uma inadimplência de irrisórios 0,07%, já que é tão ineficiente.

Armínio com Soros, o megainvestidor e abutre internacional, que fareja e ataca economias nacionais em crise e, assim, multiplica sua fortuna.
A proposta de ajuste – que já tem sido alardeada pela imprensa como inevitável – é um balde de água fria na economia real. Com juros altos e retração do crédito público, o capital é alocado nas atividades rentistas. O desemprego se alastra, o PIB estagna ou retrai, e a dívida pública cresce.
O crescimento do montante da dívida causado pela subida demasiada dos juros imobiliza o Estado, que se vê obrigado a cortar outras despesas a fim de saciar os bancos. Advinha de que setores costumam retirar os recursos? Isso mesmo, da saúde, educação e da assistência social.
Apesar de a realidade insistir em negar a tese do Consenso de Washington, capitaneada no Brasil pelo PSDB, o que se vê é uma obstinação em torno da proposta.
Peço, por gentileza, ao senhor Armínio que explique.
1. Se as reformas liberalizantes promovem o ambiente propício para o “eficiente” investimento privado,
- porque na Europa isso não está ocorrendo?
- Porque vemos o Financial Times – porta-voz do setor financeiro – implorar por afrouxamento quantitativo no velho continente?
2. Se são as reformas liberalizantes que nos botarão no rumo do crescimento econômico novamente,
- porque a China – um país de forte controle estatal sobre os investimentos – é o país que mais cresce há anos?
3. Afinal, Fraga, a que crescimento você se refere,
- ao da economia brasileira
- ou ao dos rendimentos do capital financeiro internacional?
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