

“Este apelo reveste-se de um significado muito especial aqui na Coreia, uma terra que sofreu longamente por causa da falta de paz”, referiu o Papa.
Francisco confessou a sua “grande alegria” por visitar a Coreia, destacando “a beleza do seu povo e da sua riqueza histórica e cultural”.
“Esta herança nacional foi posta à prova pela violência, a perseguição e a guerra, mas, não obstante essas provas, sempre prevaleceu o ‘calmo amanhecer’, quando o calor do dia ainda não se impôs e a escuridão da noite já se foi, ou seja, uma inalterável esperança de justiça, paz e unidade”, observou.
“Que grande dom é a esperança! Não podemos desanimar na busca destas metas, que beneficiam não só o povo coreano mas também toda a região e o mundo inteiro”, acrescentou o Papa, na cerimónia oficial de boas-vindas, cerca de seis horas após ter aterrado em Seul.
O governo sul-coreano anunciou que a Coreia do Norte disparou cinco mísseis de curto alcance para o mar, a partir da sua costa oriental, pouco depois da chegada de Francisco.
A primeira Missa pública da viagem de cinco dias está marcada para sexta-feira, a partir das 10h30 (menos oito horas em Lisboa), no estádio de Daejeon, localidade onde nasceu Santo André Kim Taegon, primeiro padre e santo coreano.
Os fiéis presentes vão rezar pela “concórdia e unidade” da nação coreana, manifestando a “tristeza e sofrimento” pela divisão da península.
No sábado, de volta a Seul, Francisco vai estar no Santuário dos Mártires de Seo So Mun para presidir a outro momento marcante da sua viagem: a missa de beatificação de Paulo Yun Ji-chung e dos seus 123 companheiros, mortos durante a perseguição contra os cristãos em finais do século XVIII e no século XIX.
A cerimónia prevista para as 10h00 locais inclui uma oração pela “paz social e política” na Coreia, pedindo para que o seu povo “caminhe rumo à reconciliação e à unidade, vencendo a triste experiência da divisão, a fim de que possa gozar a alegria da unificação pacífica”.
Nesse mesmo dia, num encontro de oração com as comunidades religiosas coreanas, o Papa e os participantes vão rezar “pela reconciliação e a unidade da Coreia do Sul e do Norte”.
OC
Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/coreia-papa-apela-a-reconciliacao-na-peninsula/
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