MFPC – MOVIMENTO DAS FAMILIAS DOS PADRES CASADOS

Uma interferência no XVIII Congresso Nacional – Ribeirão Preto – SP.  Janeiro/10

O que motivou:

Em primeiro lugar: O desencanto ante o retrocesso nas questões disciplinares, doutrinárias, pastorais e evangelizadoras da hierarquia da igreja, sem nenhuma visão da “Igreja dos Novos Tempos”, que desça à pastoral de ponta, nas paróquias onde se trabalha, sem o menor estímulo para um movimento evangelizador, à base do Vaticano II.

Em segundo lugar: ausência de lógica entre o “exercício da missão de evangelizar com a proibição do uso do matrimônio cristão” – celibato, quando:

  • a. A constituição de uma família faz parte do primeiro mandamento do “ Deus-Criador”,
  • b. A realização afetivo-sexual, homem-mulher, é essencial ao bom desempenho de toda atividade humana;
  • c. A força da influência feminina – a esposa, na pastoral, é fundamental. A mulher ver ângulos que o homem não vê.
  • d. A satisfação plena do homem na constituição de uma família é essencial para o bom desempenho da pastoral evangelizadora.
  • e. O celibato obrigatório atrai jovens (rapazes e moças) de desvio sexual e de má conduta (há os de boa conduta), que disfarçam de vocacionados ao sacerdócio, a fim de ter na pastoral, fácil clientela para a prática do homossexualismo na pederastia ou  pedofilia.

O que se fez

  • 1. Parece que a razão essencial, que motivou nossa atitude, ficou obnubilada pela reação negativa da hierarquia  que nos cognominou de “desertores da igreja, quando “saímos das funções da igreja, para sermos mais Igreja.”

Em virtude disso, parece também, que , mesmo tendo havido algum esforço pntuado no sentido de esclarecer tal razão – o retrocesso  da Hierarquia – como motivo principal do nosso “Pedido de Dispensa”, não houve uma posição sistemática do MFPC, no sentido de tal esclarecimento, de modo que o “Povo de Deus”, ingenuamente, nos julga simplesmente abandonadores da Igreja pela mulher, pelo casamento. Não resta dúvida que já é uma razão forte e confortadora… não, porém, educadora da fé do povo.

O que  fazer

O MFPC e o grupo SER, de mãos dadas, respigarem todos os artigos, entrevistas, testemunhos pessoais e demais documentos formativos, da sua “Literatura”, para a edição de um livro que, inclusive, apresente propostas de uma Igreja, autenticamente, Povo de Deus.

Far-se-ia uma campanha para que esse livro chegasse às mãos de todos os Padres Casados, de todos os Párocos, de todos os Bispos e de todos as lideranças das comunidades eclesiais populares do Brasil, como uma maneira de se formar uma cultura correta e educadora da nossa atitude, em busca de uma igreja verdadeiramente – Povo de Deus conforme, o Concílio Vaticano II.

Fortaleza – Janeiro / 10

José Dourado

Filósofo, teólogo, Pedagogo

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *