Arábia Saudita proíbe templos não muçulmanos

Diálogo entre João Tavares e PE. Manoel.

 

Caro João Tavares,

Conhecendo nossa instituição e sua trajetória histórica tenho um medo imenso de entrar numa onda contra qualquer outra religião. Faltam-me dados para um posicionamento tão forte como o seu.

Pela imprensa, sou levado a odiar os muçulmanos, pela minha espiritualidade (Charles de Foucauld), sou convidado a respeitá-los e amá-los.

Não confio na fonte ZENIT (muito confessional).

Um grande abraço

Pe. Manoel

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Pe. Manoel,

Eu também não confio muito em Zenit, a “Voz do Dono”. Mas conferi e a notícia foi amplamente difundida por outras agência. Todas citam ZENIT, porque a entrevista do Justo Balda foi dada à Zenit. E ele sabe bem do que fala

Quanto aos muçulmanos, não os odeio. Mas não aceito a falta de reciprocidade deles na cena mundial.

Vou frequentemente à Bélgica e vejo como, lá, os jovens árabes são abusados com as pessoas na rua, no metrô, etc. E, pela imprensa, constato como os muçulmanos querem impor seus costumes na Europa, à força, mesmo os costumes que são contra a Lei de cada nação.

E, como estamos vendo nestes dias, as alianças do Ocidente com alguns países árabes cheira só, ou quase só, a grandes interesses sobre o petróleo… e a medo do terrorismo.

Se ajudassem os países árabes a caminharem realmente para verdadeiras democracias, num política sincera, séria e honesta, as coisas não estariam neste pé.

Um abraço

João

PS.

Como português corre em minhas veias muito sangue árabe, judeu, celta, latino, visigodo, alano e talvez até huno. Mais de trinta Povos invadiram a Península Ibérica. Até ao Finisterrae. Por isso nós portugueses somos os maiores mestiços do mundo, bem mais do que o Brasil. Isso não obstante, não aceito a mentalidade medieval, no mau sentido da palavra, em curso e cultivo no mundo árabe de hoje.

Por outro lado, pela simples alta taxa de natalidade deles, bem superior à europeia, daqui a 30 anos já poderemos ter um presidente da República francesa de religião muçulmana: uma verdadeira conquista sem armas. E a Europa, na sua busca incessante de comodidade, não parece nem um pouco preocupada com isso.

Quem sabe, daqui a 50 anos a Saharia na Bélgica ou Holanda… E as igrejas e catedrais transformadas em mesquitas. A outra face da moeda, para quem transformou mesquitas em catedrais em Córdoba, etc…   Com uma ajudazinha do fortíssimo laicismo anti-cristão espanhol, onde tantos batizados estão se “desbatizando”” publicamente…

Joao Tavares

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