Memória do Encontro de Porto Belo SC, 09 a 11 de outubro de 2010

 

MOVIMENTO DAS FAMÍLIAS DE PADRES CASADOS – MFPC

 

Memória do Encontro de Porto Belo SC, 09 a 11 de outubro de 2010

 

        1.   A reunião teve início  após o almoço do dia  09 de outubro, tendo todos chegado até a casa do Gilberto e Aglésia pelas 9:00 horas da manhã. De Fortaleza estavam presentes: José Edson e Maria Lúcia, José Dourado e Maria do Socorro, Antonio Aroldo e Margarida. Do Maranhão, João e Sofia Tavares. De Santa Catarina, Gilberto e Aglésia Gonzaga. E do Paraná, Armando e Altiva Holocheski.

        2.   O anfitrião, Gilberto Gonzaga procedeu à abertura do Encontro e passou a palavra para Edson, Presidente da Associação Rumos, Presidente do Conselho Gestor do MFPC e Coordenador do XIX Encontro Nacional. Edson solicitou que Gilberto coordenasse os trabalhos, e Armando aceitou a função de secretário. Estabeleceu-se que questões fora do tema central, levantadas no decurso das reflexões, iriam para uma lista com o nome assuntos diversos e seriam rediscutidas no final do Encontro. A sigla MFPC, por proposta de José Dourado, encabeçou a lista de assuntos diversos, porque não expressa tratar-se das famílias dos padres casados e porque tem aparência clerical. Se bem que, se um padre deixa o ministério e não casa, fica fora desta nomenclatura e até poderia se sentir deslocado – observou João Tavares.

        3.    Passou-se à análise do tema proposto para o Próximo Encontro: Da Igreja que temos para uma Igreja à luz do espírito do Concílio Vaticano II na América Latina. Edson explicou que o temário é resultado das reflexões que o grupo de Fortaleza está fazendo na linha da “Igreja como temos hoje, para a Igreja proposta pelo Vaticano II”. Explicou, também, que a sistemática para trabalhar o tema segue o método VER – JULGAR – AGIR. O VER terá sua ênfase na preparação do Encontro, o JULGAR na fase da realização, e o AGIR no pós-Encontro.

        4.   Tendo como referência método Ver-Julgar Agir para o Encontro,  passou-se à análise de uma questão, levantada em Fortaleza, que é sobre o que o MFPC faz, dada a ausência de repercussão social. João Tavares ponderou que esta questão tem uma vinculação direta com os objetivos do MFPC, cuja discussão, de há muito e de tempos em tempos, vem à tona e desaparece, mas que, inegavelmente, precisa ser discutida e equacionada. Edson explicou que o pessoal de Fortaleza analisa que o MFPC deve desenvolver um trabalho. Complementando o Edson a Margarida comentou que no grupo do Ceará, como também no MFPC todo, há de tudo. Há os que estavam até coordenando atividades e agora largaram e há os que trabalham individualmente, já que não existe uma atividade definida em nome do Movimento.  Dourado lembrou que muitos saem do movimento porque se decepcionam. Margarida ponderou que há falta de um referencial, além de outros fatores como a acomodação, o desencantamento; e entende que seria edificante que houvesse um trabalho no qual todos se engajassem. Gilberto ponderou que para ele é óbvio que o MFPC não possui um trabalho como MFPC, mas que também está claro que existe um grande trabalho realizado, em caráter individual, por casais e até por grupos. (Testemunhos dados no Encontro de Recife e de Brodowski foram demonstrações sobejas). João Tavares reconduziu a discussão para a questão dos objetivos do MPC, ponderando que é importante que o Movimento se mantenha fiel aos seus objetivos, que são:

                               a) Acolhimento e apoio mútuo;

                               b) diálogo com a hierarquia da Igreja;

                               c) Serviço às comunidades cristãs.

 João complementou que em razão dos objetivos, notadamente o 1º, nasce a impressão de indefinição ou falta de ação. Os membros do MFPC formam um grupo muito heterogêneo, razão por que não é possível enquadrar o movimento em algumas linhas de ação, sem engessá-lo. Margarida ponderou que de fato não há necessidade que as atividades sejam de âmbito nacional, ponderação complementada pelo José Dourado. Margarida observou que constata haver pessoas que não querem compromissos e entende que isto é um indício de falta de conscientização. Gilberto disse que não consegue perceber o que o MFPC deve fazer e julga que esta questão deva ser discutida no próprio Encontro Nacional. Armando ponderou que a questão de o MFPC não poder restringir sua ação a algumas linhas de ação decorre mesmo dos seus objetivos, especialmente do primeiro; e, também, porque é um movimento, razão pela qual precisa ter um mínimo possível de estruturação para permanecer aberto a todos e a cada um de seus membros. Lembrou que o Movimento já sofreu muita pressão para se enquadrar numa estrutura, inclusive uma pressão intensa até para possuir bispos próprios, proposto pelo Aristides Pimentel. Tal fato ocorreu antes do Encontro de Salvador, e depois por uma Igreja Carismática do Pará, que queria levar o bispo Milingo para o Encontro de Recife, onde ele imporia as mãos para ordenar um bispo com sucessão apostólica. Houve também sugestões de D. Jerônimo Podestà impor as mãos sobre alguém para que o episcopado dele continuasse mediante um sucessor. Estas questões foram superadas, especialmente no período que antecedeu e durante o Encontro de Recife. Armando complementou, ainda, que o MFPC é um movimento que deve ter um mínimo de estruturas, principalmente para poder apoiar incondicionalmente a cada um que procura o Movimento, independente da opção ou da situação em que esteja. Para desempenhar esta função o Movimento possui um Organograma que se apóia em dois eixos: os Encontros Nacionais e os Grupos e Indivíduos na sua realidade local. Nos Encontros nacionais se aprofunda, rediscute e traça as linhas mestras; e nos grupos e pessoas de cada local se executa a ação conforme os carismas dos grupos e das pessoas. O Movimento sobrevive com um mínimo de estrutura (aprovada em Recife e mantida em Brodowski) formada pelos vários Organismos do MFPC, que formam uma espécie de Colegiado ou Conselho composto pelo Presidente da Associação Rumos (braço jurídico do MFPC), pelo Coordenador do Encontro Nacional, pelo Editor do Jornal Rumos, pelo Moderador do e-Grupo, pelo Administrador do Site, pelo casal Delegado para Eventos Internacionais, pelo Coordenador da Comissão Teológica, pelo Assessor Jurídico e pelo Administrador do Patrimônio. Este Colegiado é presidido pelo Presidente da Associação Rumos e toma suas decisões colegialmente. João Tavares apoiou e complementou a exposição do Armando. Aglésia (anfitriã) também fez uma colocação lembrando que para o bom funcionamento do Movimento há necessidade de um contato de pessoa a pessoa e por isso sugere que se faça uma espécie de zoneamento para se poder fazer um censo dos presbíteros e suas famílias, dispersos pelo país. Aroldo manifestou a sua preocupação para que não se imponham tipos de trabalhos para não destruir o Movimento.

        5.   Sofia pediu para que o grupo interrompesse a reflexão e ouvisse a leitura do Evangelho do dia, proferida pela mesma: Enquanto Jesus assim falava, uma mulher levantou a voz do meio da multidão e disse-lhe: “Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!” Ele, porém, respondeu: Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam. Lc 11, 27-28. Proclamado o texto e tendo todos meditado sobre o mesmo, Gilberto convidou o grupo para um intervalo.

        6.   Após o intervalo Gilberto submeteu à apreciação dos participantes duas alternativas: continuar a discussão sobre o MPC ou iniciar o debate sobre o XIX Encontro. Os participantes optaram pelo debate sobre o próximo Encontro, ficando para assuntos diversos as complementações sobre o MFPC, listando-se para assuntos diversos o lançamento do Catálogo, informações sobre o Site, avaliação do Jornal Rumos, questões relacionadas com o uso da Internet, duração do próximo Encontro (quantos dias) e inclusão dos depoimentos pessoais durante o Encontro.

Antes do início da análise do próximo Encontro, Gilberto formulou a seguinte questão e pediu que, após um minuto, cada qual expusesse sua proposição: O que vou fazer como MFPC? João Tavares se propôs recuperar o grupo dos padres casados do Maranhão. José Edson propôs o lançamento de um livro da história do MFPC, dado o longo transcurso de tempo desde o início do Movimento até agora, razão pela qual as gerações novas desconhecem o Movimento e sua trajetória. Também propôs que se faça a articulação da questão das viúvas ou viúvos, que ficam à margem do Movimento, não recebendo o apoio que merecem e não têm um espaço aberto para contribuir com a sua experiência e vivência.  Socorro reforçou a colocação do Edson dizendo da necessidade de se reforçar o trabalho com as viúvas. Gilberto lembrou a possibilidade de se usar a Internet como recurso para localizar os padres dos quais não se possui endereço. Com relação à internet, o José Edson levantou a questão que a maioria não consegue acompanhar pela internet os assuntos e discussões veiculadas. José Dourado propôs a necessidade de se publicar um trabalho que demonstre as razões porque os presbíteros se desvincularam do ministério regulado pela legislação eclesiástica. Este trabalho deve ter duas características: mostrar que tomamos este caminho para sermos fiéis ao Concílio Vaticano II; e deve ser elaborado num nível ao alcance da compreensão popular. Aroldo levantou a questão da solidariedade, que é o primeiro objetivo do MPC e que está em baixa, especialmente com os idosos, os doentes e os novos. Ele constatou que ocorrem situações onde os doentes não são visitados e quando morrem não há a presença de presbíteros. Margarida propôs que há necessidade de começar a resgatar tudo o que está desmobilizado, inclusive começar a olhar pelos filhos jovens. Eles são importantes e até seria necessário que eles se reunissem. Edson pergunta se não seria preciso que um deles desse um depoimento no XIX Encontro e se não seria bom pensar num Encontro Nacional dos filhos. Lembra que desde já é possível acessar o Orkut “Comunidade dos filhos dos padres casados”. É um veículo que está funcionando. Para entrar neste Orkut é preciso criar individualmente a sua página e, a partir daí, se associar à comunidade dos filhos dos padres casados.

Aglésia agradece a Deus por 12 pessoas estarem reunidas buscando para fazer um trabalho pelo grande grupo que são os padres casados. Altiva comentou que na cidade de Guarapuava existem muitas dificuldades do grupo para um trabalho conjunto. São questões de trabalho, de idade, de saúde, diferenças de pontos de vista. Pensa que seria importante que padres casados ajudassem as pessoas que mais necessitam de certas formas de ajuda, como acompanhar e orientar pessoas que necessitam do INSS, pessoas que estão nas filas dos postos de saúde, etc. Gilberto lembrou da necessidade de se visitar as Dioceses e Casas Provinciais em busca da relação de padres diocesanos e religiosos que se desvincularam do ministério regulado pela legislação eclesiástica.

                  Por estar terminado o dia, por estarem todos necessitados de descanso pela longa viagem e por haver ainda um programa turístico para a noite (visita à festa Marejada de Itajaí), os trabalhos deste primeiro dia foram encerrados.

        7.   Para início do trabalho do 2º dia, Gilberto distribuiu um texto de cultivo pessoal, que Lúcia leu. Em seguida deixou a palavra livre para depoimentos.

        8.   Na continuidade Armando, secretário do encontro leu a memória das reflexões e colocações do dia anterior. Isto serviu para retomar e complementar várias questões. Edson retomou as colocações sobre o encaminhamento da questão das viúvas, propondo que cada Estado organize os procedimentos e ações para esta situação. Ainda acrescentou novos esclarecimentos sobre as etapas propostas para a realização do próximo Encontro. O José Dourado reprisou a proposta de se trabalhar as razões porque os padres se desvincularam do ministério legislado pela Igreja e acrescentou que neste trabalho se dê o merecido destaque ao trabalho que as mulheres dos padres realizam. Aroldo lembrou que também existe o fato de haver padres que se desvincularam e não querem mais nenhum tipo de compromisso. Altiva complementou a questão mencionando que há situações em que a mulher não quer que o marido se envolva com ministérios. Lucia fez a ponderação de que existem também sérias dificuldades de ordem financeira, onde os que se desvincularam, principalmente os mais novos, precisam empenhar-se numa luta muito renhida pela sobrevivência; e lembrou, ainda, que muitos estão desestruturados. Edson complementou que há muita diferença entre os que se desvincularam mais recentemente e os mais antigos; a percepção é de que no passado se tinha uma estrutura de formação intelectual melhor para se adaptar ao trabalho e a nova vida, enquanto que os mais recentes estão bem mais despreparados. Margarida lembrou, também, que existem casais que não têm uma vida boa como casal. Armando lembrou que há necessidade de se aprofundar a questão das desvinculações que ocorrem atualmente, porque ocorrem num lapso de tempo bem curto entre a ordenação e a desvinculação, e por razões pouco claras. Dá a impressão que por qualquer contratempo o presbítero se desvincula, simplesmente abandona tudo.

        9.   Gilberto propôs que se passasse a discutir a Proposta apresentada pela Comissão Temática para a realização do próximo Encontro dividindo-se os presentes em três grupos. Mas optou-se por um trabalho em conjunto, lendo os itens e imediatamente comentando-os. Edson e Lucia fizeram a leitura da Proposta:

 1. TEMA. Tavares lembrou que a nomenclatura predominante foi Encontro em vez de Congresso e que então o próximo se denomine “XIX Encontro das Famílias dos Padres Casados”. Gilberto perguntou da razão porque o título do tema diz “na América Latina”. Justificou-se que é pertinente que se mantenha esta parte do título porque estamos na América Latina e principalmente porque as Conferências realizadas (Medellin, Puebla, Santo Domingo e Aparecida) deram um cunho próprio para a Igreja neste continente; têm uma relação muito estreita com o Concílio Vaticano II e são a única porção da Igreja onde o Magistério colegiado aconteceu e acontece. Não teria como separar o Concílio Vaticano II da caminhada da Igreja na América Latina. A justificativa do título do tema ficou sem alteração. Armando redigiu um comentário bem profundo sobre a justificativa da Proposta, comentário que apóia esta justificativa e tem a finalidade de apenas explicitá-la melhor. O comentário já recebera uma contribuição do Gilberto que fez uma arrumação na redação e o Armando fará mais uma revisão. Esse texto irá por internet à Diretoria.

2. SISTEMÁTICA. Não foram propostas alterações na Sistemática, mas tão somente, lembrado pelo João Tavares, que a designação não será “Congresso”, mas “Encontro”.

3. ETAPAS DO ENCONTRO. Não houve alterações, mas apenas complementações no que se refere à letra B: JULGAR, que será o Encontro propriamente dito.

     As complementações foram :

a)              Dias de Encontro: 20/06/2012 – Chegada e noite de abertura

                                         21/06/2012 – Dia todo de trabalho

                                         22/06/2012 – Trabalho até meio dia e tarde livre (passeio)

                                         23/06/2012 – Manhã de Trabalho. Tarde: Assembléia da AR

                             24/06/2012 – Trabalho e encerramento com almoço.

Obs: reservar as noites para momentos de descontração e eventos culturais.      

b)                  Foram sugeridas pessoas para as colocações ou reflexões. Deverão ser curtas (uns 45 minutos). Pessoas do próprio MFPC: Armando Holocheski (falar sobre MFPC), Francisco Salatiel, Eduardo Hoornaert, Jan Gerard J. Ter Reegen.  E como convidado oficial se ventilou a possibilidade de convidar o Teólogo Leonardo Boff e outros que a comissão sugerir.

c)                  Para a tarde livre foram propostas várias alternativas, que a Coordenação definirá até a data do Encontro: Passeio até Canoa Quebrada (descartada pela distância); tarde para compras no Mercado Central; realização de Espetáculo no próprio SESC; visita aos pontos altos de Fortaleza; Beach Park (para os filhos presentes no Encontro).

d)                  Definiu-se que as pré-inscrições serão abertas a partir de janeiro de 2011 e terão um prazo para atender às condições do SESC que não fecha pacote sem número definido de participantes.

e)                  Recomendações para que a Coordenação do Encontro insira na programação:

                – Apresentação das delegações presentes ao Encontro.

                – Espaço e tempo para lançamento de livros e insistência para que todos os escritores tragam sua produção.

                – Presença de Editoras com livros de teologia, filosofia pré-indicados e outras publicações.

                – Convite a representantes do CNP (Comissão Nacional dos Presbíteros do Brasil, Presidente Padre Francisco dos Santos, e-mail: padre.chico@yahoo.com.br e, também, cnp@cnbb.org.br ; da Comissão Episcopal para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, Presidente D.Esmeraldo Barreto de Farias e Assessor Pe. Reginaldo Lima; e-mail svm@cnbb.org.br, da ANPB (Associação Nacional dos Presbíteros do Brasil, Presidente Pe José Maria, e-mail: anpb@anpb.com.br, site: www.anpb.com.br .

                – Comissão de Imprensa.

                – Convite a autoridades civis, arcebispo e bispos.

                – Comissão de Liturgia (já articulada pelo grupo de Fortaleza).

                – Organização de mais um “Encontrinho” antes do XIX Encontro, ligado ao tema e à sistemática. Lúcia lembrou da importância de todos estes cuidados para não fragilizar o MFPC que já está fragilizado.

                – Atualização de alguns itens do Estatuto da Associação Rumos. Membros da Comissão que tratará disto: Armando, João Tavares, Telma Spagnolo e Assessor Jurídico.

                – Reaprovação do nome do Movimento (definido no Encontro de Brasília, em 2004): “Movimento das Famílias dos Padres Casados” – MFPC.

                – Eleição do casal Coordenador do XX Encontro separado do Presidente da Associação Rumos, conforme se tem feito desde o Encontro de Luziânia. A acumulação da coordenação do Encontro e da Diretoria da Associação é uma sobrecarga onerosa, porque o Presidente da Associação e da Diretoria já fica assoberbado com o que lhe compete estatutariamente.

        10.   Agradecimentos e depoimentos: Foi eleita Sofia para fazer os agradecimentos ao pessoal que ajudou Gilberto e Aglésia. Altiva agradeceu ao Gilberto e Aglésia pela forma como acolheram os participantes do Encontro. Agradeceu, também, ao Edson e Lúcia e a todos do Ceará. Aglésia elogiou o modo como tudo transcorreu. Margarida deu o depoimento que este encontro lhe trouxe novo ânimo e percebeu que tudo o que podemos fazer pelos outros só pode ser do agrado de Deus. Edson disse que se sentiu bem por tudo aquilo que cada um é. Lúcia se sentiu como se já tivesse estado aqui e percebe que no grupo há um diferencial: as pessoas que fazem parte do grupo não cultivam a aparência, mas são movidas pela fé. Sente-se feliz no MPC e se sentirá feliz de poder acolher a todos. Gilberto ficou contente por ter podido realizar o Encontrinho, inclusive a preços mínimos e alguns até gratuitos.

        11.   Os participantes celebraram a Eucaristia. A Proclamação da Palavra foi da 2ª carta a Timóteo, 2, 8-13 e do Evangelho de Lucas 17, 11-19. O Salmo 97(98) foi salmodiado pelo Aroldo; a Oração Eucarística foi a IV.

        12.   Assuntos diversos: Armando, auxiliado pelo Gilberto, leu a relação de assuntos diversos que foram sendo levantados durante o Encontro. Alguns já tinham sido resolvidos no decorrer das reflexões, ponderações e decisões.

                 Restaram ainda:

– Site: criado na gestão do Félix e na assembléia de Brodowski, ficou a cargo do Mateus e Regina Hande. Por várias razões eles renunciaram à administração e o site passou para Fortaleza, sob a administração de João Augusto. Este constatou que o site era muito limitado e devido a pressões feitas por colegas do Movimento também renunciou. Enoch (atual secretário nacional) assumiu a administração e, por não ter ainda muito domínio desta tecnologia, falhas poderão ocorrer na edição das notícias; torcemos que o mesmo, dentro do seu tempo limitado, consiga realizar um bom trabalho. Edson esclarece que para ter um site mais ou menos organizado seria necessário despender em torno de R$ 250,00 por mês. Analisa que o atual site tem mais a forma de um blog por não ser dinâmico. Para enviar matérias para o site usar o endereço padrescasados@gmail.com. Gilberto insistiu que no site se implante o “Fale conosco”.

– Tesouraria: Dourado explicou que ainda não tinham conseguido transferir a conta da Associação de Recife para Fortaleza. Ele constatou que o Banco do Brasil faz muitas exigências que não têm sentido. Foi sugerido que abram a conta em outro banco, por exemplo, o Itaú. Explicou José Dourado que também não tinham recebido do Mateus todas as informações e documentos e perguntou se Armando poderia ajudar. O Armando se dispôs a conversar com o Contador de Guarapuava que já cuidou da contabilidade da Associação para verificar se ele pode fornecer os documentos e orientações que se fizerem necessários. Ficou acordado que Dourado verificará tudo o que falta e, se precisar, entrará em contato com Armando.

Catálogo: João Tavares e Gilberto informaram que está bastante adiantada a organização do novo catálogo. Mas que ainda precisam da colaboração das lideranças de vários Estados para corrigirem e complementarem os dados dos colegas, inclusive com o e-mail de cada um. João vai mandar para cada Estado os dados de que dispõe.

– Jornal Rumos: Gilberto informou que o próximo jornal terá o seguinte custo e que basicamente foi o custo de cada uma das edições que ele produziu:

                                      -diagramação                    R$  250,00

                                      – impressão                       R$  550,00   

                                      – correio nacional              R$   250,00

                                      – correio para o exterior     R$    50,00

                                                              Soma…  R$  1.100,00

            Fez-se ainda uma avaliação do conteúdo do jornal, tendo-se comentado que houve assuntos que não precisam mais fazer parte do jornal, como as matérias sobre pedofilia. Gilberto justificou que seguiu a onda do mundo midiático, mas os presentes comentaram que esta matéria tornou o jornal meio cansativo. Gilberto informou que na última edição já reduziu esta parte. Edson lembrou a importância de o jornal ser um jornal de conteúdo ao lado de noticiário. Também se comentou a secção de humor, que não deve ser apelativo, e que só se publiquem humores pelo engraçado da coisa.

            Tarde da noite encerrou-se o Encontro, ficando programada para o dia seguinte uma peregrinação até Nova Trento onde viveu Madre Paulina – hoje Santa Paulina -, indo depois até Brusque para visitar o seminário e museu religioso de Azambuja. E à tarde visitar Blumenau para conhecer a tradicional festa Oktoberfest.  

Sem mais nada a declarar eu, Armando Holocheski lavrei esta ata que deverá ser assinada por todos  os participantes referidos acima.

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