
Quarta Assembleia Sinodal do Caminho Sinodal, em Frankfurt. Foto © Synodaler Weg/Maximilian von Lachner.
7Margens | 10 Set 2022
O Conselho Sinodal da Igreja Católica na Alemanha terá funções consultivas e, em algumas matérias, decisórias.
As suas resoluções “terão pelo menos o mesmo efeito jurídico que as resoluções da Assembleia Sinodal (Art. 11, n.º 5 dos Estatutos do Caminho Sinodal)”. Além disso terá dois assistentes espirituais e será apoiado por um secretariado permanente, dotado de recursos financeiros e de pessoal.
A Assembleia Sinodal da Igreja alemã que decorreu em Frankfurt de quarta a sábado último
- aprovou na reta final dos trabalhos uma moção que institui um Conselho Sinodal,
- para assegurar a aplicação das orientações aprovadas e a aprovar na quinta e última sessão, prevista para a próxima primavera.
A medida colheu quase 93 por cento dos votos favoráveis do conjunto dos membros sinodais e foi reforçada e validada pela maioria claramente superior a dois terços ( 87,76 por cento) dos votos positivos dos bispos presentes.
De acordo com o texto aprovado,
- o Conselho terá o mesmo número de membros do episcopado e do movimento dos Católicos da Alemanha,
- além de um número mais reduzido de membros cooptados pelas duas entidades.
- Tal como está a acontecer com o Caminho Sinodal, a presidência será partilhada pelas duas partes.
O Conselho Sinodal da Igreja Católica na Alemanha terá funções consultivas e, em algumas matérias, decisórias.
As suas resoluções
“terão pelo menos o mesmo efeito jurídico que as resoluções da Assembleia Sinodal (Art. 11, n.º 5 dos Estatutos do Caminho Sinodal)”.
Além disso terá dois assistentes espirituais e será apoiado por um secretariado permanente, dotado de recursos financeiros e de pessoal.
Pelo que se ouviu na sala sinodal,
os bispos
- desejam avançar com calma na concretização desta iniciativa,
- de modo a poderem aprofundar a matéria no seio da Conferência Episcopal
- e aguardar pelos desenvolvimentos inerentes ao processo sinodal que a Igreja universal está a viver, particularmente o Sínodo dos Bispos de Outubro de 2023.
Já os leigos
- estão claramente a pressionar no sentido de o processo avançar mais rapidamente,
- não deixando esmorecer ou entrar em compasso de espera as decisões que estão a ser tomadas.
A avaliar por declarações da copresidente Irme Stetter-Karp, na conferência de Imprensa, no final dos trabalhos,
- eles irão procurar que, no intervalo entre esta quarta e a quinta sessão da Assembleia Sinodal,
- tenham sido já dados passos consistentes para a constituição do comité preparatório.
Na introdução ao texto da moção aprovada neste sábado, 10, sublinha-se que
“a sinodalidade é um processo espiritual que nos ajuda a ouvir a Palavra de Deus hoje e a promover a evangelização por meio do discernimento, da oração e da troca de argumentos”.
Olhando para a experiência da própria Igreja alemã, a Assembleia considera que
“deliberar e decidir juntos o caminho sinodal fortaleceu a comunidade de fé nos últimos anos. Essas boas experiências no Caminho Sinodal formam uma base sobre a qual [se pode] continuar a fortalecer a sinodalidade da Igreja Católica na Alemanha”,
refere o documento.
Na parte final dos trabalhos
- foram ainda aprovadas por esmagadoras maiorias qualificadas
- orientações concretas sobre os processos de participação e tomada de decisão nas dioceses e nas paróquias e sobre a situação dos padres homossexuais.
Ao contrário do previsto, o texto ‘fundacional’ sobre a situação dos presbíteros hoje ficou adiada para a quinta sessão da Assembleia Sinodal. Tal como vários outros documentos.
Sete Margens
Fonte: https://setemargens.com/igreja-alema-cria-conselho-sinodal-para-aplicar-resolucoes-do-sinodo/