“Uma guerra sempre é a derrota da humanidade: sempre!”

Papa Francisco no encontro com a Fundação Gravissimum Educationis
Vatican News – 18 março 2023 – Foto: Vatican News
Palavras do Papa Francisco sobre a guerra na Ucrânia antes de iniciar o encontro com os participantes do Congresso da Fundação Pontifícia Gravissimum Educationis

Na manhã desta sexta-feira (18), no encontro com os participantes do Congresso da Fundação Pontifícia Gravissimum Educationis, antes de iniciar seu discurso oficial, o Papa Francisco fez uma reflexão oficiosa de alguns minutos sobre a guerra na Ucrânia, respondendo a uma carta que havia sido lida pouco antes e foi escrita por Yurii Pidlisnyi, chefe da Comissão para a família e os leigos da Igreja Greco-Católica Ucraniana, chefe da Cátedra de Ciência Política da Universidade Católica Ucraniana e chefe de nosso projeto “Educação em um mundo fragmentado”.

Estamos acostumados a ouvir notícias de guerras, certo, mas muito longe.

  • Síria, Iêmen ... habituais.
  • Agora que a guerra está perto, ela está na nossa casa, praticamente,
  • e isto nos faz pensar na selvageria da natureza humana, até onde somos capazes.
  • Assassinos de nossos irmãos.

Obrigado, Dom Thiviet, por esta carta que o senhor trouxe, que é um chamado, ela chama a atenção para o que está acontecendo.

Falamos de educação,

  • e quando pensamos em educação pensamos em crianças, jovens...
  • Pensamos em tantos soldados que são enviados para o front, muito jovens, soldados russos, pobrezinhos.
  • Pensamos em tantos jovens soldados ucranianos, pensamos nos habitantes, nos jovens, nos meninos, nas meninas …

Isto acontece perto de nós.

Somente o Evangelho

  • nos pede para não olhar para o outro lado, que é precisamente a atitude mais pagã dos cristãos:
  • quando um cristão se acostuma a olhar para o outro lado,
  • ele lentamente se torna um pagão disfarçado de cristão.

É por isso que eu quis começar ente encontro com esta reflexão.

A guerra não está longe: ela está perto da nossa casa.

  • O que eu estou fazendo?
  • Aqui em Roma, no Hospital Bambin Gesù, há crianças feridas pelos bombardeios.
  • Levá-los para casa. Devo? Faço jejum? Faço penitência?
  • Ou eu vivo despreocupado, como normalmente vivemos em guerras distantes?

Uma guerra sempre – sempre! – é a derrota da humanidade: sempre.

Nós – os instruídos, que trabalhamos na educação – somos derrotados por esta guerra, porque por um lado somos responsáveis. Não existem guerras justas: não existem!”

 

Fonte: https://www.vaticannews.va

 

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